terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Diretório de Espiritualidade Cristã Evangélica - DECE



Catolicismo Apostólico Salomonita
Camara Eclesial Uniata Cristã
CEUC
I - União Ecumênica Intra-Eclesial

1.1 - Dizia Dom Salomão Ferraz em 1941, por ocasião do 119º aniversário da Independência do Brasil, em sua conferência intitulada "Maioridade Nacional, Civil e Religiosa":
" ... É preciso lembrar que o Reino de Deus, impetrado na Oração Dominical, e que é missão da Igreja implantar no mundo, consta dos seguintes elementos essenciais:
a) - É o regime da fé – fé absoluta em Deus, fé nos seres humanos, fé na finalidade transcendente dos humanos, como individuo e como espécie.
b) - É o regime da verdade.
c) - É o regime da justiça social.
d) - É o regime dos seres humanos livres e dos povos livres, e da única ordem social compatível com a dignidade da natureza humana restaurada:
Ouve, ó Israel, o Senhor é nosso Deus, o Senhor é Um Só."

Foi com base nessa idéia que Dom Salomão idealizou o Unionismo Cristão que ora estamos retomando através da Câmara Eclesial Uniata Cristã-CEUC, tanto para o Ecumenismo Intra-eclesial através de nossos Diretórios de Espiritualidades Diversas, quanto para o Ecumenismo Inter-eclesial com participações colaborativas, diálogos e políticas de promoção humana junto a outras denominações cristãs.

Conforme expressou Dom Salomão Ferraz no passado, nós hoje no Brasil, estamos definindo um caminho a seguir, adotando os seguintes passos de nossa consolidação em torno de Cristo:

1.2 - Declaramos, francamente, sem equívocos, a nossa maioridade espiritual e consagramos uma FIRME UNIÃO EM CRISTO, constituídos por diversas comunidades eclesiais, com diferentes vivências espirituais no seio de nossa amada ICAI-TS, o nosso amado CATOLICISMO APOSTÓLICO SALOMONITA, confessando os termos dos chamados Credos Ecumênicos tradicionais dos cristãos antes das divisões da Igreja Cristã Una, Católica e Apostólica, adotando os seguintes distintivos:
a) - O culto, os sacramentos e todos os nossos atos religiosos celebrados em língua nacional, pois uma religião viva requer, para sua devida expressão, o veículo de uma língua viva.
b) - O clero deverá ser vinculado à Pátria, constituído por cidadãos brasileiros, e não por indivíduos com votos de vassalagem a qualquer instituição política, com sede no estrangeiro.
c) - O clero deverá ser integrado na vida nacional mediante a família, que a qualquer clérigo assiste o direito, humano e divino, de constituir, segundo o exemplo e o espírito da Igreja primitiva.
d) - Que haja e se mantenha relação de cordial fraternidade e cooperação com todos os ramos da Igreja universal, no Oriente e no Ocidente, tanto as base apostólicas históricas, como as de base na reforma protestante, e que se perpetue com profundo respeito entre nós, o dom do Episcopado Eclesial na Sucessão Apostólica.
e) - Que haja um leal entendimento e colaboração com as autoridades legitimamente constituídas do país, para o progresso geral do Povo e da Pátria Brasileira.
f) - Que a vida interna de nossas organizações eclesiais seja regulada por assembléias nacionais com representação do clero e dos fiéis do Brasil, de acordo com a Legislação Brasileira.
g) - Que seja mantida uma instituição cristã unida, católica mas com fundamentação nos evangelhos, livre, animada de espírito apostólico, em condições de congraçar na unidade da fé todas as dissidências e reduzir ao mínimo as divergências por motivo religioso no país.
h) - Como medida de ordem prática, fugindo dos devaneios infrutíferos, que corporifiquemos, consolidemos e mantenhamos uma Igreja livre no Brasil, com autonomia, independente, como as igrejas do Novo Testamento, ignorando os arroubos de hegemonia de algumas instituições cristãs sobre outras.
i) - Que assumamos o caminho por onde a fé nos leva, o caminho que do alto o Cruzeiro nos indica – o caminho de Deus, o caminho da vida e da paz, o caminho da Pátria renovada.


1.3 - Para consolidar essa união em torno de Cristo no seio de nossa Instituição Eclesial, sustentando os distintivos acima expostos, a Câmara Eclesial Uniata Cristã da ICAI-TS, para a promoção do Ecumenismo Cristão Intra-Eclesial, organiza os seguintes Diretórios de Espiritualidades já existentes, sem prejuízo de outras que possam surgir:

== Em outras oportunidades, divulgaremos o Diretório da
Letra "d"

a) - Diretório de Espiritualidade Cristã Evangélica - DECE, como núcleo acolhedor das comunidades de experiências espirituais de devoções centradas em Cristo, com bases evangélicas, harmonizadas com os seguintes princípios salomonitas firmados em 1902:

1º - Ter a Bíblia Sagrada como regra de fé e de conduta, ocupando-se da sua leitura com simplicidade e em espírito de oração, procurando crer, ser e fazer tudo o que ela ensina;
2º – Ter a oração como primeiro dever, na vida cristã e no ministério, imitando Cristo e os apóstolos (Lucas 6: 12; Atos 6: 4);
3º – Não relatar a pessoa alguma as coisas que mais impressionam ou excitam, antes de tê-las relatadas a Cristo, em colóquio de oração;
4º – Não fazer qualquer coisa que excite a vaidade ou o desejo de aplauso, a não ser naquelas coisas que são absolutamente indispensáveis ao cumprimento do dever;
5º – Não alegrar em qualquer bem terreno, sem reconhecer nele a dádiva de Deus, tendo portanto um coração reconhecido e agradecido;
6º – Não cultivar má vontade, indisposição, ou prejuízo para com pessoa alguma, tendo como dever supremo os olhos abertos, o coração aberto e os lábios abertos.

III - Regras Básicas Oriendadoras

O Conselho Eclesial Superior - CES da ICAI-TS, visa através destas Regras Básicas, fornecer subsídios reguladores dos nossos diversos movimentos de espiritualidades existentes no seio de nossa Igreja, principalmente para consolidar o perfil já existente de diferentes comunidades e permitir uma orientação mais segura para seus Bispos e Reitores Paroquiais.

Uma das caraterísticas fundamentais do unionismo cristão no movimento salomonita pré-romano, foi manter irmanados na mesma igreja comunidades com tradições e costumes espirituais diversos, posto que todos se inspiram no evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Além deste ecumenismo intra-eclesial, após a malograda experiência ecumênica com a igreja de Roma, a icai-ts reorientou também as regras para as suas relações de ecumenismo inter-eclesial.

Dom Felismar Manoel - Bispo Primaz do Brasil
Dom Roberto Garrido Padin - Bispo Diocesano de Salvador e Comissariado Nordeste
Dom Raimundo Augusto de Oliveira - Bispo Diocesano de Feira de Santana





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