sábado, 30 de janeiro de 2016

A Educação Religiosa de Jesus e seu Rito de Passagem pelo Mitzva

Tempo Pós Epifania do Cristo de Deus
Reflexões sobre a formação da pessoa de Jesus de Nazaré, manifestado como o Cristo Filho de Deus.

31/01/2016 – 10ª Semana Eclesial 1989 – 4º Domingo Pós Epifania.
Mistério Litúrgico – A educação religiosa do menino Jesus e sua entrada na vida adulta.

Nos Templos, nas comunidades e nos lares: Reflexões, celebrações e vivências com base nas Escrituras Sagradas.

Nota – Neste ano não focaremos dois temas importantes nas reflexões sobre a formação da pessoa de Jesus de Nazaré: “O silêncio histórico da vida de Jesus, dos 13 aos 30 anos” e “A vida oculta de Jesus e a comunidade dos essênios”.

Efemérides da semana, comemorada no Mês de Fevereiro de 2016:
dia 01Brígida, abadessa de Kildare, 523
dia 02Apresentação de Jesus Cristo no templo.
Rito de Purificação pós parto da virgem Maria.
Alegrias de Simeão e Ana no Templo de Jerusalém.
Santa Maria mãe de Jesus, Senhora das Candeias, ou da Luz
dia 03 - Brás, bispo de Sebaste, Armênia, mártir no século IV
dia 05Os mártires do Japão, 1597

Côr Litúrgica – Vermelho- Simboliza a coragem e a tenacidade dos cristãos no exercício da prática do amor e da caridade para com todas as criaturas de Deus.



Liturgia Semanal – de 31/1 a 6 de fevereiro de 2016:

A família de Jesus participava das festas e comemorações que eram celebradas no Templo de Jerusalém, procurando cumprir as ordenanças das Escrituras Sagradas, internalizando o menino Jesus esse comportamento, que o fez amar muito as Sagradas Escrituras. Foi assim quando Jesus completou seus doze anos, sendo ele levado ao Templo para a cerimônia do Mitzva, o Rito de passagem da infância para a vida adulta, quando o rapaz se torna “filho da lei”, sendo considerado ele próprio responsável por suas ações. Foi nesse episódio que Jesus se empolgou nas discussões da Sagrada Escritura com os doutores do Templo, e se perdeu do seu grupo de parentes e vizinhos, só sendo encontrado por seus pais, já depois de longas horas de caminhada.

(Lucas 2: 37 a 52 -versão livre de Giulini)



Meus irmãos e minhas irmãs! De um modo bem generalizado, nós católicos somos negligentes com a educação religiosa de nossos filhos, não seguindo os bons exemplos a nós deixados pela família de Jesus, mesmo por aqueles que têm o hábito de cultivar certas devoções a Sagrada Família.

Via de regra, os mais zelosos, mandam suas crianças para as aulas de catecismo, por ocasião da primeira comunhão e um pouco mais tarde para a crisma, e só. Não há efetivamente uma preocupação com a educação religiosa, se limitam a uma introdução da criança à vida devocional, não sendo questionado a que tipo de devoção.

O sistema católico aceita o batismo de crianças, fundamentado na fé dos seus pais e exigindo dois fiadores, que garantam a educação religiosa da criança, por acompanhamento junto aos pais, ou substituição na falta desses, sendo um costume antigo, desde a época dos apóstolos;
segue a preparação e conscientização sobre as promessas do batismo feita por seus pais e padrinhos por ocasião de seu batismo, orientando a própria criança a assumi-la mediante voto pessoal, por ocasião da primeira comunhão;
já na adolescência, vem a preparação para a confirmação da fé cristã assumida no batismo, e o próprio jovem assume por juramento essa fé, por ocasião do sacramento do crisma, começando então a participar da vida missionária da igreja cristã.
Tudo isso é muito bonito no papel, na teoria, mas na prática, tem se transformado em mero ritualismo; nesse caso, sendo o bispo com seus padres e equipe de pastoral, os responsáveis por essa banalização da religião, com graves prejuízos para a vida moral da sociedade.

A Reforma Protestante trouxe uma grande contribuição para a vida da igreja, através do uso das Escolas Dominicais, que se encarregou de cuidar de colocar as Escrituras Sagradas nas mãos de todos os eclesianos, formando classes com didáticas apropriadas para faixas etárias e níveis de compreensão dos textos sagrados. O catolicismo apostólico salomonita, sem desprezar a riqueza do ensino do catecismo, utiliza também as classes de Escola Dominical na rotina da vida eclesial.

Na época de Jesus menino, a educação religiosa fazia parte da formação da sua pessoa, incorporando na sua identidade os traços da sua herança cultural, geralmente à cargo da família e por suas participações nas principais festas prescritas nas leis de Moisés, que se desenvolviam no Templo, ao longo do ano, conforme o seu hemerológio, que seguia um calendário lunar.

É importante que busquemos lições na vida de Jesus, reconhecendo o seu caráter divino sim, mas sem ignorar a sua condição humana de “encarnado”, cuja personalidade passou pelas etapas normais de formação, como acontece com qualquer outro ser humano e que devemos usar como modelo a imitar.

Que Deus abençoe a todos, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Dom Felismar Manoel
Bispo Primaz


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felismarmanoel@gmail.com
Catolicismo Apostólico Salomonita
Diocese Primacial do Brasil

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