sábado, 23 de março de 2013

A Semana Santa dos Católicos Salomonitas



Catolicismo Apostólico Salomonita
Diretório de Espiritualidade Litúrgica - Ano Eclesial 1986 (2012/13)


Cores Litúrgicas:
1 - Amarelo (Estação Outono - Festa dos Frutos) - Simbolizando a confiança nos frutos da terra e a fé na construção de um mundo melhor na terra, de acordo com o evangelho de Jesus de Nazaré, o Cristo de Deus.
2 - Cinza - Nos Oficios Penitenciais, de Tristeza e/ou Luto;
3 - Branco - Substitutivo de todas as cores e simbolizando a Integralidade, a Alegria, a Pureza e a Fé Espiritual.

Atualização dos Mistérios de Deus Intervindo na História da Humanidade:
II Movimento - Arco Ascendente - Antropoteia -
A pessoa humana Jesus de Nazaré, se manifesta como Filho de Deus, anuncia seu evangelho de libertação, consuma o processo de redenção humana e edifica sua Igreja como seu Corpo Místico compondo o Mistério da Comunhão dos Santos. O ser humano se espiritualiza na Comunhão com Deus mediatizada pelo Cristo, cristificando-se para retornar ao seio da Deidade Absoluta.


Espiritualidade Litúrgica

II Tempo - Parusia do Cristo Encarnado na Humanidade - Celebração da presença eficaz de Jesus Cristo em nosso planeta terra.

17ª Semana do Ano Eclesial - 24/03/2013 - Domingo das Hosanas - Alfaias nas Cores Branca ou Amarela
===> Consagração dos Ramos - Reconhecimento da senhoridade de Jesus Cristo em nossas vidas.
===> Entronização do Cristo de Deus como Senhor da nossa vida pessoal.

Observação: Guardamos os ramos da saudação ao Senhor, como sinal de nosso compromisso, junto ao Mezuzá interno, onde sustentamos os Mandamentos de Deus (Deuter. 6: 4-9), nas portas de entradas.
===> Há o costume dos cristãos salomonitas queimarem algumas palhas desses ramos, com orações a Deus, pedindo pelo livramento quando das tempestades e fragelos.

Meus irmãos e minhas irmãs! Peço perdão por iniciar hoje reproduzindo caminhos do Ritual da Semana Santa; mas o faço pela riqueza de significância espiritual que ele contém e para superar a falha, ou descaso do seu conhecimento, por elementos de nossas próprias comunidades salomitas. Dom Felismar

Estamos na celebração da Semana Santa. Durante o transcurso desta semana, o Hemerológio Cristão propõe para a Sagrada Liturgia, as seguintes reflexões e vivências para a "atualização" dos mistérios da salvação cristã, conforme consta do Manual de Celebração da Semana Santa do Ritual Brasiliense:

1 - Domingo das Hosanas - Consagração dos ramos para saudar a Jesus de Nazaré reconhecido como o Messias prometido, o Cristo, o Ungido de Deus.
Segue os oficios para cada comemoração, sempre sendo começados com as súplicas iniciais e concluídos com as súplicas finais e entre elas o próprio para cada comemoração; assim no domingo segue a benção dos ramos, a proclamação do evangelho e a benção final.

2 - Na segunda, terça e quarta- feiras se desenvolve o Tríduo Santo - Preparação para a vida de testemunho do cristão no mundo, para onde Cristo nos envia para dar continuidade à sua missão.
No oficio, após as súplicas iniciais, segue a antífona do dia, a proclamação do evangelho e as admoestações baseadas no texto do evangelho.
Este tríduo iniciado na segunda-feira, permanecerá aberto até na quarta-feira santa, quando será então concluído com a benção e as súplicas finais. Durante esses três dias a congregação assistida pelos bispos, presbíteros, diáconos, diaconisas, ministros do templo, professores da escola bíblica dominical e catequistas, ajudarão os membros da comunidade a discutirem os ensinamentos de Jesus, conforme consta no texto dos evangelhos, indo desde o relato da entrada triunfal em Jerusalém, até os relatos que antecedem à santa ceia, devendo examinar as quatro versões de Mateus, Marcos, Lucas e João.

3 - Quinta-feira Santa - Comemoração da instituição da Sagrada Eucaristia. a Ceia Santa, que nos oferece a atualização (a perenização) da Comunhão com Deus e o seu Povo reunidos no amor de Cristo, através da participação no mistério do seu Corpo e do seu Sangue. Comemora-se também a instituição das Sagradas Ordenanças dos Sacramentos da Ordem, das Sagradas Unções e demais sacramentos do ministério apostólico.

O oficio da quinta-feira santa poderá ser fora da santa missa, ou fazendo parte dela, tanto no rito ocidental (antes do ofertório), quanto no rito oriental (antes da liturgia do sacramento).
Após as súplicas iniciais, segue a antífona do dia e a exposição dos diversos elementos sacramentais :
===> o pão e o vinho para o sacramento da eucaristia; a água e o sal para o sacramento do batismo; a cinza para o sacramento da penitência no ministério da reconciliação; os óleos e o bálsamo para os sacramentos da ordem, da preparação e da unção dos enfermos no ministério da saúde; e um casal (homem e mulher para o sacramento do matrimônio - podem ser casados ou solteiros - pois aí eles são apenas os elementos do sacramento do matrimônio). Logo a seguir vem a proclamação do evangelho com uma reflexão, a preparação dos elementos, imposição de mãos sobre eles, benção e as súplicas finais.

4 - Sexta-feira Santa - Consumação do plano de redenção para a humanidade - Paixão, Morte e Sepultamento do Senhor. - Desnudação dos Altares e Escuridão no Templo (as luzes se apagam a partir das 15 horas e só voltarão no ritual de sábado santo à noite), pois o templo está de luto.
No oficio, após as súplicas iniciais, segue a antífona do dia, a proclamação do evangelho e uma reflexão sobre o significado de todo esse drama vivenciado por Jesus Cristo e sua relação com a nossa oportunidade atual de salvação.
Logo a seguir, sobre o altar desnudo estarão depositados a cruz com a toalha de descida do corpo do morto, o martelo, a coroa de espinho, os cravos e a lança (símbolos do sofrimento, paixão e morte de Jesus de Nazaré produzidos pela lei dos homens); segue a oração da comunidade e conclui com a benção e as súplicas finais.

5.1 - Sábado Santo (durante o dia claro) - Desolação no Templo - Tristeza e Luto - O corpo de Jesus está no túmulo, mas em espírito o Cristo visita o hades, onde vai anunciar o evangelho da salvação aos espíritos que lá estão.
Segue o oficio pelo crescimento dos espíritos desencarnados, no conhecimento e amor de Deus, com as súplicas iniciais, antífona do dia e proclamação do evangelho, com uma reflexão sobre o texto e a relação que há entre a igreja dos espíritos encarnados na terra e a igreja dos espíritos desencarnados nas diferentes moradas na Casa do Pai, todos submissos ao direcionamento do Espírito Santo de Deus, formando a comunhão dos santos; em continuidade vem a litânea geral, com a benção e as súplicas finais.

5.2 - Sábado Santo após anoitecer (o templo terá o mínimo de luz possível) - Consagração do Fogo Novo extraído da pedra, de onde se usará a chama para o Novo Círio Pascal - Preparação da Água Lustral e Reserva da Água Batismal - Cristo Ressuscitou. Aleluia! Verdadeiramente Ele ressuscitou. Aleluia!
O oficio inicia com as súplicas iniciais e a antífona do dia, com reflexão e oração. A seguir extrai-se o fogo da pedra, transfere para uma pequena vela e segue a preparação do Círio para proclamar a ressurreição do Cristo; segue a benção do círio, colocação do mesmo no pedestal e sua saudação como Arauto da Ressurreição no Templo, que poderá ser feita pelos diáconos, diaconisas ou Ministros do Templo. através da leitura ou canto do Prefácio Próprio; em continuidade haverá a reserva e guarda da água batismal, preparação da água lustral com os santos óleos, a cinza e o sal e as orações apropriadas, concluindo com a benção e as súplicas finais.

6 - Domingo da Ressurreição (na verdade o domingo da ressurreição começou com o por do sol de sábado santo e faz parte da sua comemoração todo o cerimonial de sábado à noite - Aleluia! Cristo Ressuscitou! Aleluia! - Sua sepultura está vazia (em Kenosis). Verdadeiramente Ele ressuscitou. Alegremo-nos! Aleluia!

Celebração do Oficio Divino a partir das Matinas, ou Celebração da Santa Missa da Ressurreição do Senhor, conforme os rituais costumeiros.

O Evangelho do Domingo das Hosanas

O evangelho deste domingo encontra-se em Mateus 21: 1-11 e registra Jesus com seus apóstolos e discípulos chegando a Jerusalém para celebrar a festa da páscoa dos judeus; mais precisamente eles chegaram a Betfagé, ao monte das oliveiras, de onde Jesus enviou dois de seus discípulos com instruções para preparar a comemoração da páscoa e arrumar uma jumenta com seu jumentinho, para que ele entrasse em Jerusalém montado nela. Assim continua o texto do evangelho:

Indo os discípulos e tendo feito como Jesus lhes ordenara, trouxeram a jumenta e o jumentinho. Então, puseram em cima deles as suas vestes, e sobre elas Jesus montou.
E a maior parte da multidão estendeu as suas vestes pelo caminho, e outros cortavam ramos de árvores, espalhando-os pela estrada.
E as multidões, tanto os que precediam como os que o seguiam, clamavam: Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas!
E, entrando ele em Jerusalém, toda a cidade se alvoroçou, e perguntavam: Quem é este? E as multidões clamavam: Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galileia !

Meus irmãos! Minhas irmãs! Grande parte dos judeus naquela época, reconheceram Jesus Cristo como o Senhor das suas Vidas, para dirigir os seus destinos junto ao "porto seguro" da salvação, contra as diversas opressões, às quais estavam submetidos contra a suas vontades.
Hoje também nos achamos oprimidos pelos pecados, pelos instintos e pulsões desordenadas, pelas investidas dos espíritos do mal, pelas injunções sócioculturais, políticas e econômicas, que dificultam enormemente o reto caminhar no evangelho do Cristo Salvador. Mas Ele próprio nos advertiu: se perseguiram a mim, também perseguirão a vocês; mas tenham bom ânimo, pois Eu vencí o mundo. Eu venci o pecado. Eu venci a morte e ressuscitei triunfante, e eis que estou com vocês todos os dias, até o fim dos séculos.
Jesus nos apontou o caminho seguro e nos legou nos evangelhos os seus ensinamentos; Ele intituiu e continua edificando a sua Igreja nos corações e almas humanas, que o confessam como Filho de Deus; Ele continua nos prometendo estar junto de nós, quando nos reunimos em seu nome formando a Congregação do Povo de Deus. Estar unidos congregacionalmente como Povo de Deus, é ter a certeza de que estamos na presença espiritual de Jesus Cristo junto a nós, capaz de nos proporcionar uma experiência pessoal com Ele em nossas vidas; capaz de mantermos na comunhão com o Pai e o Espírito Santo, para vir a Trindade Santíssima fazer morada em nossas vidas pessoais, e assim, nos fazer também vencedores contra o mundo, contra os espíritos do mal e o pecado, tanto na nossa vida pessoal, quanto na nossa vida social, se realmente elegermos a Jesus Cristo como o ùnico Senhor da nossa vida, Aquele Único que pode decidir o nosso agir em todas as circunstâncias.
Saudá-lo com os ramos neste Domingo das Hosanas, traduz toda essa responsabilidade, que é também um privilégio, pois elegemos como Senhor das Nossas vidas Aquele que é também Senhor da Terra e dos Céus.

Oremos ao Bom Deus Pai, Filho e Espírito Santo, que nos perdoe e nos abençoe hoje e sempre.
        Dom Felismar Manoel - Bispo Primaz
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