quarta-feira, 27 de julho de 2011

– Linhas de Espiritualidades Próprias do Catolicismo Evangélico Salomonita

Dom Felismar Manoel - Bispo Primaz





O Catolicismo Evangélico Salomonita inicia-se no Brasil fundamentado em uma espiritualidade de base bíblica, elaborada pelo Reverendo Salomão Ferraz em 1902. Em torno dela ao longo do tempo se ajustaram algumas devoções particulares, de diferentes células que se organizavam na Igreja Local.
 A Igreja Local é o centro dinamizador do Catolicismo Evangélico Salomonita, que reune os crentes fiéis em Comunidades, tendo à frente um Presbítero  substituíndo o Bispo da Região, auxiliado pelo Corpo de Diáconos, os Ministros do Templo e os Membros da Congregação, que podem estar organizada em diferentes células, com manifestação de diferentes carismas, devoções e espiritualidades especiais, assumindo todas a função missionária da igreja, no Sacerdócio Universal dos Crentes em Cristo.
No Catolicismo Evangélico Salomonita não se cogita de um poder episcopal de caráter pessoal, colado a uma pessoa, superior aos demais componentes da Igreja; a Chefia Suprema da mesma é Jesus Cristo, manifestada pela ação do Espírito Santo que a dirige. Os Bispos buscam o consenso entre seus pares para as questões controversas e se constituem, juntamente com todos os demais Clérigos e os crentes fièis, em  Comissários de Cristo, para a construção do Reino de Deus na terra, conscientes que  todos são membros do seu Corpo Místico, e em consequência, participantes do Único e Legítimo Sacerdócio  Universal entre Deus e o povo, o de Jesus Cristo Filho do Deus Vivo. A função do Clero e dos Ministros ou Ministras do Templo, é serem servidores da Comunidade do Povo de Deus.
O Sacerdócio Cristão se insere no Sacerdócio de Melquisedeque, e neste só há um Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, que o exerce no céu, como Advogado de Todos Nós junto a Deus. Aleluia!
Estas Células se organizam em nossas Igrejas Locais, desenvolvendo suas atividades espirituais durante a semana, e aos domingos se encontram todos na Mesa da Santa Ceia no Templo, para celebrar o Amor entre os  irmãos  e a Santa Comunhão entre Deus e o seu Povo, reunidos no Amor de Cristo.
Assim, os Presbíteros  que exercem funções  Pastorais, devem  estimular nos crentes fiéis das comunidades, o engajamento nas devoções centralizadas em Cristo e que sejam através de experiências progressivas, através de escalonamento, passando pelos estágios de Postulantes, Aspirantes e Professos. Como todos os batizados participam do Sacerdócio Universal de Cristo, que aponta o Livre Acesso a Deus por meio de Jesus Cristo, todos podem usar a Comenda Sacerdotal sobre as vestes nos encontros solenes e nas celebrações litúrgicas.
 Denomina-se por  Comenda Sacerdotal, uma estola um pouco mais estreita, com três cruzes de braços iguais, duas nas pontas e uma no centro, simbolizando o equilibrio que deve ser buscado e cultivado por todos aqueles que estão no mundo sem ser do mundo, tanto no plano físico, como no plano  mental e no plano emocional. Trata-se de uma estola fechada, pois têm suas duas pontas aderidas uma na outra, para alertar que esse Ministério se faz em união com a Igreja Congregacional. Significa que todo batizado participa do Sacerdócio Universal de Cristo como Membro do seu Corpo Místico, cuja função é apontar o livre acesso a Deus por meio de Jesus Cristo, a Única Ponte legítima entre Deus e os Humanos. Foi dessa  Comenda Sacerdotal que derivaram os usos das  “fitas” nas irmandades religiosas.
O Catolicismo Salomonita possui ricas linhas de espiritualidades que podem ser desenvolvidas nas comunidades, como células, para envolver o senso devocional das pessoas, principalmente as pessoas mais simples;  o livro de Liturgia Devocional, publicado em 1934, é bastante  rico  e fornece subsídios para a atuação dessas linhas de espiritualidades,   podendo as mesmas  serem  iniciadas pela facilidade e singeleza de seu espírito apostólico. Como segue:
1 - Confraria Salomonita – trata-se de uma linha de espiritualidade posta em prática pelo Venerável Bispo Salomão Ferraz desde 1902. Pode fazer parte desta confraria homens e mulheres que adotam a Declaração de Princípios de Salomão Ferraz para orientar as suas vidas no dia-a-dia. Trata-se de uma devoção cristã centrada na Bíblia, com ênfase no Evangelho de Jesus. Poderá ser organizada em  cada paróquia, ou nos núcleos comunitários, com reuniões dos Confrades duas vezes por semana, durante a semana para estudo bíblico e temas de interesse da Confraria e aos domingos no culto oficial da paróquia. Aos Primeiros Domingos do Mês durante a Missa há a Solene Cerimônia da Comunhão dos Santos, onde todos devem trazer sua Comenda Sacerdotal na côr roxa sobre as vestes (símbolo da plenitude das  virtudes cristãs  que os humanos  devem  buscar).
 2  - Confraria de Santo André e Felipe – Trata-se de uma devoção a Jesus Cristo, centrada no seu Evangelho Libertador, exercida por homens e mulheres, inspirada nos trabalhos dos apóstolos André e Felipe, cujos confrades mantém um encontro durante a semana na casa de algum membro da comunidade que  deseja recebê-los, para estudar o evangelho e por em prática algumas das obras benemerentes recomendadas por Jesus Cristo, socorrendo as pessoas em suas necessidades, e participam aos domingos do culto oficial da paróquia. A Confraria de André e Felipe tem a preocupação de levar as pessoas a conhecerem a Cristo como salvador e de promover a pessoa humana. Aos Primeiros Domingos do Mês participam da Solene Comunhão dos Santos portando a sua Comenda Sacerdotal na côr amarela sobre as vestes (símbolo dos melhores atributos existentes nos seres humanos, que devem ser buscados).
3 -  Legião de Cristo Rei – Trata-se de uma devoção a Jesus Cristo centrada no propósito de promover na terra as obras do Abençoado Reino de Deus cuja efetivação foi consumada pelo próprio Cristo nas aras da cruz, antes da sua morte. Trabalha-se no sentido de implantar as obras referidas nas bem-aventuranças reveladas por Jesus Cristo. Os Legionários de Cristo Rei dedicam um dia durante  a semana nas atividades de estudos, reflexão e benemerência e participam aos domingos no culto oficial da paróquia. Aos primeiros domingos participam da Solene Comunhão dos Santos ostentando a sua Comenda Sacerdotal na côr branca sobre as vestes (símbolo da síntese de todas as qualidades boas existentes no homem Jesus, que podem ser imitadas por todos).
4 -  Congregação do Espírito Santo – Trata-se de um movimento dos jovens centrados na busca da orientação do Espírito Santo para orientar as suas vidas e a vida da Igreja, no sentido de encontrar novas formas de testemunho da fé cristã no mundo, ou de sustentar antigas e ainda válidas formas de testemunho cristão. Os Congregados do Espírito Santo se reunem uma vez durante a semana para refletir sobre o Evangelho de Jesus Cristo, orar e louvar a Deus e buscar orientação do Espírito Santo para dirigir as suas vidas, a vida da Igreja, a vida das famílias e a vida social. Aos domingos participam do culto oficial da paróquia e aos Primeiros Domingos do Mês participam da Solene Comunhão dos Santos ostentando a sua Comenda Sacerdotal na côr verde sobre as vestes (símbolo da esperança de um mundo melhor orientado pelo Espírito Santo, que deve ser alimentada e sustentada).
5 -  Congregação das Famílias com Maria – Trata-se de um movimento das famílias  com  Maria junto a Jesus. Geralmente as famílias se reunem aos sábados para fazer estudos e reflexão sobre o evangelho de Jesus, recitam o Oficio da Virgem Maria e buscam soluções para problemas familiares. Essas reuniões podem ser nas residências de alguma família,  nos clubes das comunidades, nos salões ou no templo da paróquia. Aos domingos participam do culto oficial da paróquia e aos Primeiros Domingos do mês participam da Solene Comunhão dos Santos ostentando a sua Comenda Sacerdotal na côr azul celeste sobre as vestes (símbolo da serenidade, diálogo e compreensão que se requer na vida em família).
6 -  Congregação do Sagrado Coração de Jesus – Trata-se de um movimento de pessoas que desejam orar, fazer preces, correntes de orações e intercessões a favor das diferentes causas que afligem a humanidade, ou pessoas  necessitadas, dirigidas à Deus por mediação de Jesus Cristo. Os Congregados do Coração de Jesus se reunem durante a semana, geralmente às sextas-feiras para refletir sobre o evangelho de Jesus e orar pelas diferentes intenções que constam da sua pasta de intençoes. Aos domingos todos participam do culto oficial da paróquia e aos Primeiros Domingos do Mês participam da Solene Comunhão dos Santos, ostentando a sua Comenda Sacerdotal na côr vermelha  sobre as vestes (símbolo do intenso amor do sagrado coração de Jesus por todas as criaturas, que deve ser imitado).
A Solene Comunhão dos Santos é a declaração e juramento coletivo do Credo Social do Catolicismo Evangélico Salomonita, proposta no Ritual Brasiliense, para que ocorra em dias especiais e nos primeiros domingos do mês, durante a celebração da Santa Missa.
Assim os Presbíteros Pastores, devem formar e conduzir a dinâmica devocional dos Eclesianos no sentido  de uma autêntica consciência cristã, de modo progressivo, crescente, responsável, sem heresias, sem o cultivo de idéias pagãs. Deve direcionar a devoção popular de acordo com as ideologias do Catolicismo Evangélico Salomonita, divulgá-las, honrá-las com a sua presença sempre que possível.      
As Células formadas por essas diversas irmandades são lideradas pelos seus Zeladores, ou Zeladoras, escolhidos, ou escolhidas  entre os membros componentes, com o apoio pastoral dos Presbíteros, podendo também terem  os seus Vogais.
     Que Deus nos abençôe  a todos!
           Dom Felismar  Manoel
  Catolicismo  Evangélico  Salomonita
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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Carta ao Povo de Deus (B1)


 Caríssimos irmãos em Cristo!  Graça e paz da parte de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amado Filho de Deus, que nos irmanou  em seu Corpo Místico, nos perfilando como  filhos do Deus Eterno, participando da Vida Verdadeira que não tem fim, desde aqui e agora, até toda a eternidade, tornando-nos herdeiros do Céus Bem Aventurados, em Comunhão com todos os Santos, nesta  fase transitória e no futuro da continuidade da vida. A Ele, Honra, Adoração e Glórias e a nós Eterna Salvação.!
Vivemos o tempo de manifestar para o mundo a nossa Igreja Interna, aquela que é construida em nós pelo próprio Cristo, mediante o reconhecimento de ser Ele o Filho de Deus e a fidelidade a nossa fé professada, resultante dos seus ensinamentos, conforme está escrito no Novo Testamento, onde encontramos as provas da única Tradição  Apostólica legítima. As demais coisas são superfluas, em matéria de fé.
Vivemos o tempo da Martiria, palavra grega usada no cristianismo para expressar a idéia de testemunho. Jesus Cristo nos Evangelhos, ao convocar, empoderar e enviar seus Apóstolos e Discípulos, Ele disse que nós seríamos suas Testemunhas, não só em Jerusalém, mas em todos os confins do planeta terra. Isto significa que devemos testemunhar a Cristo com a nossa conduta ostensiva, pois Cristo salva o pecador na condição de pecado em que ele se encontrar, desde que ele se converta, aceite e ponha em prática a fé que por sagrada herança recebeu. É por isso que Jesus Cristo em seu Evangelho diz que nós cristãos devemos ser o sal da terra e ser também a luz do mundo. Sabemos da importância do sal para conservar, para não deixar estragar os alimentos. Assim também deve ser nossa conduta, nos meios familiar, social e público, deve ser de tal maneira virtuosa, que não permita a degeneração dos bons costumes a nossa volta; igualmente sabemos a importância da luz para afastar a escuridão, para clarear os ambientes e permitir que vejamos com clareza as realidades circundantes. Assim também deve ser nossa conduta, com tal certeza no acerto das  ações ostentadas e nos esclarecimentos das verdades cridas, praticadas, ensinadas, que convençam as pessoas do nosso entorno,  e que tenham a eloquência capaz de convencer o mundo do seu pecado.
É durante o tempo da Martiria  que seguiremos como Missionários nas várias circunstâncias da vida humana, tanto a nivel individual, como social. Não  que sejamos Missionários somente nesta época, já que somos Missionários de Cristo sempre, pois participamos  do seu Sacerdócio Universal  como crentes fiéis que somos, enquanto membros  do Seu Corpo Místico. Neste período, porém, nós treinamos mais precisamente a nossa consciência para esta ação devida. Além de treinarmos a nossa função missionária, treinamos também a nossa consciência para o desempenho  da tarefa de ter Compaixão por todas as Criaturas de Deus que existem no planeta terra. O cristão consciente  tem de assumir a sua função de Mordomo da Casa da Humanidade,  constituída pelo planeta terra,  e faz parte desta função, a sensibilidade para perceber a importante colaboração interativa de todas as criaturas de Deus que vivem no planeta terra, passando pelos minerais, os vegetais, os animais, os humanos, o ambiente, o clima, o espaço sideral, e tudo enfim. As condições de habitabilidade do planeta para o retorno do Cristo e a instalação do seu Reino Milenar para a convivência com os eleitos, depende da ação dos cristãos que aqui vivem, enquanto Jesus Cristo está nos Céus, exercendo o Sumo Sacerdócio segundo a Ordem de Melquisedeque, como nosso Advogado junto a Deus. Precisamos urgentemente assumir a nossa responsabilidade pelo bom funcionamento da ordem estabelecida por Deus, sem a adulterarmos em proveito próprio, ignorando os danos que nossa conduta causará às condições para a  manutenção da vida no planeta.
      Que Deus nos abençôe  a todos!
         Dom Felismar  Manoel
  Catolicismo  Evangélico  Salomonita
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quarta-feira, 13 de julho de 2011

1983 Anos da Igreja Cristã Apostólica



No domingo 12 de junho do ano em curso, ao comemorar o Pentecostes,  comemoramos também o 1983º aniversário da Igreja Cristã Apostólica. Nesse mesmo domingo, comemorou-se o derramamento dos carismas divinos sobre os 120 discípulos de Cristo, que estiveram reunidos por nove dias, no cenáculo em Jerusalém, meditando e orando a espera do revestimento do poder prometido pelo Cristo de Deus. Esperaram e oraram durante essa novena de dias, tímidos, medrosos provavelmente, mas confiantes na promessa; mas no décimo dia o prometido por Cristo se cumpriu e o Santo Paracleto se fez presente, enchendo toda a casa. Houve nesse dia, para esses 120 irmãos, o batismo no Espírito Santo e através dele a verdadeira  comunhão com o Cristo Carismático, realizando assim, a verdade afirmada no Monumento Sacramental da Santa Ceia. A plena sintonicidade entre os crentes e nosso Cristo Salvador, e eis que já não são mais tímidos, vacilantes e indecisos. Passam a testemunhar o Cristo de Deus e anunciar a salvação em seu nome. Dessa dinâmica três mil almas se convertem e são batizadas, e eis ai o surgimento da Igreja Cristã Apostólica, que a partir de então se irradiará por todas as regiões do planeta terra, chegando até nós em nossos dias atuais, no aqui e agora, de nossas vidas. Demos Graças a Deus por isso!
No Hemerológio Cristão (calendário para as comemorações) do Catolicismo Evangélico Salomonita, em 19 de junho, que foi o domingo seguinte, comemorou-se a Santíssima Trindade, verdade fundamental que une na mesma fé diversas denominações cristãs, e em 26 de junho, o domingo da sequência, dedicou-se às reflexões sobre o corpo de luz crística, ou Corpo Crístico, que deve ser a realidade  e o compromisso dos cristãos no mundo, em obediência ao ordenamento de Jesus Cristo, de sermos o sal da terra e a luz do mundo, pela prática do Evangelho em nossas vidas. Jesus nos faz advertência de que, se somos cristãos a nossa luz deve brilhar e iluminar a todos os que nos cercam.
Após o domingo do corpo crístico, entramos no Ciclo Missionário, quando cada eclesiano deve se esforçar para as tarefas missionárias.
Existe uma tendência natural do ser humano de preocupar-se com a vida do próximo, e geralmente a nossa dinâmica missionária se volta para a vida do outro,  esquecendo muitas das vezes de nos dedicarmos sobre a vigilância de nós mesmos. Por isso, o Hemerológio prescreve  alvos missionários em diferentes dimensões da vida dos eclesianos:
No domingo três de julho, o alvo foi ser missionário na dimensão de nossa vida pessoal.  Utilizamos as lições da I Carta de João, para o esforço da melhora de nós mesmos, à luz das suas ponderações e advertências, para que busquemos a nossa reforma íntima, pessoal, ansiando pela comunhão com Deus;
No domingo dez de julho, o alvo foi ser missionário na dimensão da vida de nossa íntima companhia, seja namorado/a, esposo/a, companheiro/a, amigo/a, ou o que for assemelhado.  O texto bíblico que utilizamos para essa orientação de nossa dinâmica missionária, voltado para as pessoas de nossa intimidade, foi o capítulo seis da Carta de Paulo aos Gálatas, nos orientando sobre o auxílio mútuo e a responsabilidade pessoal, a conscientização de que aquilo que nós semearmos, é o que certamente iremos colher e nos encorajando a andarmos de conformidade com os preceitos divinos, não nos envergonhando da cruz de Cristo;
No próximo domingo, 17 de julho, o alvo missionário será nós sermos missionários na dimensão da vida familiar. Quando se pensa em familia, inclui-se  o casamento, os esposos, os filhos e os parentes  mais próximos. Para a reflexão nessa temática, além das orientações evangélicas de um modo geral, vamos nos valer das orientaçõs da I Carta de Paulo aos Coríntios no capítulo sete.
O Ciclo Missionário no Hemerológio Cristão consta de doze semanas, indo até  18 de setembro, quando então iniciará o Ciclo da Compaixão pelas criaturas de Deus.
A cada semana nos dedicaremos a um esforço temático nesta  construção consciente do nosso self espiritual almejado, através da  reelaboração do nosso ser, em busca da reforma íntima, usando como modelo exemplar Jesus Cristo, como escola o seu evangelho, como meio eficiente a graça de Deus, como mecanismo a nosso alcance, a fé em Jesus Cristo Filho de Deus e no seu plano de salvação. Não é suficiente só o crer que Jesus Cristo é o Filho de Deus, pois isto até os demônios sabem. É necessário ter fidelidade aos ensinos do Evangelho de Jesus Cristo, aceitando-o como suficiente salvador.
      Que Deus nos abençôe  a todos!
        Dom Felismar  Manoel
 Catolicismo  Evangélico  Salomonita
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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Credo Social do Catolicismo Evangélico Salomonita


O Catolicismo Evangélico Salomonita, desde seus primeiros movimentos organizados no Brasil, teve uma preocupação muito clara sobre a convivência cristã ecumênica  e sobre a formação da consciência social de nossa  "maioridade" nacional, política e religiosa, que deveriam ser características básicas dos verdadeiros cristãos de qualquer denominação religiosa, cônscios de sua cidadania brasileira, esta como qualquer outra cidadania, símbolo da verdadeira cidadania da Jerusalem Celeste, que é aspiração comum dos discípulos do Meigo Rabi da Galiléia.  
Na Declaração de Princípios de 1902, quando o Reverendo Salomão Ferraz elaborou  regras orientadoras para um comportamento adequado, tanto para si  quanto para seus irmãos eclesianos, colaboravam essas regras para uma participação  edificante  do Povo de Deus na sociedade na qual se inserisse;  =====> assim também  nas ações iniciais da Irmandade de Santo André em 1917,  que propunham convivência harmoniosa entre os crentes e  empenho,  para que além dessa convivência,  construissem uma comunidade  de serviço na construção de um mundo melhor, pela prática do evangelho e pelas luzes do saber que deveriam divulgar;  =====> evoluindo nos Estatutos da Ordem de Santo André em 1928,  incentivava a convivência ecumênica cristã e a instrução e educação das massas,  além das obras de benemerência; =====> em 1936, quando o movimento católico salomonita  ganhou a Autonomia  Eclesial no Brasil, as  igreja locais tinham  como dever estatutário, além dos aspectos eclesiais comuns às igrejas,  a tarefa de desenvolver ações baseadas em seu credo social, visando uma sociedade melhor sob o prisma do evangelho de Cristo; =====> as constituições eclesiais que surgiram em 1965 e suas reformas posteriores, perderam de vista uma definição do Credo Social, muito embora não o tenha refutado, mas ele permanecia como peça decorativa, ou um ítem incômodo do Ritual Brasiliense, permanecendo assim até 2010, por ocasião de nosso movimento restaurador do Catolicismo Evangélico Salomonita, quando voltamos a reproduzir como nossas finalidades constitucionais, aquelas  mesmas que foram definidas na primeira constituição da Igreja Católica Livre. =====> Hoje as  Normas Constitucionais da Igreja Católica Apostólica Independente de Tradição Salomoniana - ICAI-TS,  em seu artigo segundo, onde descreve suas finalidades, consagra três  ítens que repercutem as preocupações de seu credo social, pois  aponta como tarefa    "incentivar a instrução e educação das massas;  preparar o povo para o legítimo exercício da liberdade e cidadania,  em uma democracia que deve ser baseada no espírito do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo;      promover  a fraternidade cristã e a solidariedade entre os humanos, para a construção  da paz, do bem e da plena manifestação da vida no  planeta terra".
O nosso Credo Social, de modo formal, está exposto no Ritual Brasiliense, na Liturgia da Santa Missa, o qual deve ser jurado pelas comunidades eclesiais (em 30 de novembro) na Comemoração de Santo André Apóstolo - Dia Nacional da Profissão de Fé e Renovação de Compromissos -, nas Profissões de Fé extemporâneas e na Formulação de Votos Religiosos.
O compromisso com o Credo Social é formulado durante a  Santa Missa, antes da Sagrada Comunhão, perante a maior Autoridade Clerical que estiver presente no Oficio Religioso.  Como segue:
Renovemos, irmãos, o juramento de nossa lealdade ao Senhor, ao seu Império e a obra da universal restauração de tudo em Cristo.
Crentes em Nosso Senhor Jesus Cristo, e aqui perante a sua Santa Mesa, à vista de Deus, o Eterno Pai, e da Bem-Aventurada Santa Maria, dos Anjos e de Todos os Santos; em comunhão com a Igreja Universal, no passado, no presente, e no futuro, visível e invisível; Sentímo-nos honrados e felizes em tão gloriosa companhia: e mais uma vez nos declaramos solidários com Cristo, o Rei Supremo, na obra da redenção universal - no íntimo das almas e na vida social dos seres humanos.
E para este efeito reconhecemos:
* Que Deus é o Pai comum de toda a humanidade;
* Que todos os humanos são irmãos, sem nenhum impecílho de raça, de nacionalidade, de classe, de gênero, de identidade e de credo;
*  Que os mais pequeninos e humildes membros da família humana são os que merecem maior cuidado e solicitude de seus irmãos:  para que....   não lhes falte o trabalho honroso, o pão, o abrigo o agasalho, e tudo que impõe  ao respeito a pessoa humana, com as luzes do saber e a flama da fé que leva os seres humanos à Deus, a fonte suprema da luz, do amor e de todo o bem.
E faremos tudo o que estiver em nós para que o mal seja banido do mundo, e as bençãos da vida, temporais e espirituais, sejam partilhadas por todos os seres humanos na face da terra, que por ser a morada da humanidade encarnada e das outras criaturas de Deus que conosco compartilham o fenômeno da vida, deverá receber de nós o empenho para que haja nela a plenitude de saúde e vida.
Assim o cumpriremos, na força do Senhor, com todos quantos confessam o seu nome, e que também participam, como nós aqui, do Pão da Vida, no banquete de Deus. Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.
     Que Deus nos abençôe  a todos!
             Dom Felismar  Manoel
    Catolicismo  Evangélico  Salomonita
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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Regras Gerais para as Políticas Pastorais - Atenção Básica às Comunidades do Povo de Deus-Catolicismo Evangélico Salomonita-

A seguir o documento que vem orientando os trabalhos de políticas pastorais no Catolicismo  Evangélico Salomonita, disponibilizado para todo o Povo de Deus que compartilha convivência com diferentes comunidades eclesiais


Na  atenção básica às comunidades promovida pela ICAI-TS, o alvo principal é a promoção humana inspirada no Evangelho Libertário de Jesus Cristo, que alforria o Ser Humano não só subjetivamente do pecado, na sua vida pessoal, mas também na vida social, familiar e dos grupos que partilham experiências na sua caminhada no planeta terra.  Por isso a preocupação em educar para a vida. Vida aquí é tomada no seus dois sentidos eruditos: o  bios (biologia) enquanto “processos vitais orgânicos" e também o  zoês (zoesia) enquanto vida com qualidade, subjetiva  e objetivamente,  plenificada pela vivência das ordenanças evangélicas, viés revelado por Jesus Cristo. Neste contexto, vida é sinônimo de saúde e deve ser vista enquanto processo, cujas fases podem ser operacionalizadas pelo ser humano de modo consciente, como sujeito do processo e como ator no cenário onde vive e compartilha experiências. O modo principal de operar essas mudanças na vida do ser humano é através da Educação para a Vida. Por isso temos em todas as comunidades os Centros de Instrução pró Vida – CIVIDA. Aqui a educação é percebida enquanto processo. Assim a educação deve acontecer mínimamente seguindo as fases seguintes:
SENSIBILIZAÇÃO – INFORMAÇÃO;
INFORMAÇÃO – MOTIVAÇÃO;
MOTIVAÇÃO – EXPERIMENTAÇÃO;
EXPERIMENTAÇÃO – ADOÇÃO DO NOVO.
Na realidade, só terá acontecido a educação, quando houver a adoção do  comportamento novo. Só haverá a construção do sujeito, quando houver a conscientização e assunção do seu papel no processo, quando então se tornará ator no cenário da sua comunidade, capaz de transformar a realidade na construção de um mundo melhor.
          I - Caminhos a Seguir:
1 – Vistoriar a região para conhecer a realidade local (quando houver tempo e recursos, aconselha-se o método etnográfico participativo). Normalmente utiliza-se o  “diário de campo” para anotar tudo que for significativo, ou relevante;
2 – A partir dos  diários de campo elabora-se o relatório de vistoria  sistematizado - RS, para fornecer subsídios à identificação dos problemas;
3 – Análise  do RS, identificação dos problemas e construção de uma MATRIZ DE PROBLEMAS - MdP;
4 – A partir da MdP elabora-se um DIAGNÓSTICO SITUACIONAL- DS;
5 -Segue-se uma análise conjuntural participativa para escolha de prioridades. (É sempre conveniente a participação dos membros das comunidades,  que possam fornecer subsídios dos pontos complicadores existentes nas comunidades, principalmente daqueles que representam os  CONTRA-VALORES e que podem oferecer riscos para os agentes de pastorais e para os membros das comunidades que se envolvem no trabalho);
6 – Com base na análise conjuntural constrói-se a MATRIZ DE ESTRATÉGIAS DE AÇÃO - MEA;
7 – A partir das MEA elabora-se os Projetos de Intervenções para implementação das ações transformadoras das realidades passíveis de mudanças. (Poderá surgir a necessidade de pesquisas também, tanto no sentido fenomenológico, quanto no cartesiano). Pode-se adotar o "Arco de Maguerez" como modelo a ser seguido na resolução dos problemas;
8 – Na Implementação das ações deve-se fazer o acompanhamento, através de avaliação do controle do processo em andamento e avaliar também o impacto das ações interventoras na comunidade.
           II - Alguns Fatores de Saúde e Vida nas Comunidades:
Educação formal acessível;   saneamento básico existente e mantido;  habitação adequada à dignidade da pessoa humana; renda suficiente para a sustentabilidade de vida;  trabalho dignificante;   alimentaçao adequada;   meio ambiente equilibrado;  bens e serviços essenciais acessíveis;  espaços de convivência socioculturais disponíveis;  espaços para atividade fisica e lazer disponíveis;   segurança civil;  transporte para o ir e vir;  livre expressão filosófico-religiosa e ideológica, entre outros.
             III - Bases para Implantação das Linhas Pastorais:
1 – Qualquer  linha de intervenção deve considerar o ser humano em sua totalidade, em sua integralidade. É muito dificil uma abordagem verdadeiramente holística, no sentido grego do termo, mas é possível desejar aproximar o mais que for possível desta totalidade, para o que adotamos o termo pró holística;
2 – Ao implementar as ações busque envolvimento sinérgico  de outras forças vivas da comunidade ou do Municipio;
3 – É necessário o envolvimento e a participação da comunidade, por isso é recomendado  adotar os encontros de discussões com seus membros  para o necessário empoderamento, visando torná-los sujeitos do processo de transformação da realidade local, verdadeiros atores daquele cenário onde vivem – pode-se aproveitar as datas comemorativas, os eventos sociais, etc;
4 – Outro ponto importante é a participação social, através de parcerias, de preferência  da região onde  as ações se desenvolvem;
5 – Na distribuição dos beneficios das ações tém-se que ser equitativos, não podendo privilegiar apenas os que são simpatizantes dos grupos  ou adeptos das crenças;
6 – Para a implementação das ações é conveniente, diria mesmo essencial, que haja múltiplos envolvimentos estratégicos, para que tais ações se consolidem, não como modismo, mas como ação transformadora da realidade;
7 – Para que não seja modismo, é necessário que as ações implementadas sejam sustentadas ao longo do tempo, para que possam envolver as bases do imaginário das pessoas da comunidade, desde as crianças, adolescentes e adultos.
        IV - Roteiro para os Projetos ou Programas de Intervenção nas Comunidades:
É interessante notar que qualquer projeto ou programa de intervenção, tem necessariamente que envolver o processo educacional, embora permeie outros eixos de pertinência.Falamos tanto da educação formal, quanto da educação informal. Para isso adotamos um Roteiro para a Montagem dos Projetos ou Programas de Intervenções. Este Projeto ou Programa  de Intervenção é perpassado por diferentes Eixos de Pertinências, conforme as áreas da realidade que se quer transformar:
1 – Área de  Intervenção - (Uma Introdução focando os problemas que se quer resolver, aclarando os diferentes eixos de pertinência que serão considerados e a que Áreas de Conhecimento eles se enquadram );
2 – Beneficiários ou Público Alvo que se quer  atingir, considerando cada eixo de pertinência;
3 – Objetivos Gerais – Poderá ser aclarado por eixos de pertinência, ou genericamente.
Objetivos Específicos – O ideal é que os Objetivos Específicos sejam aclarados por cada eixo de pertinência;
4 – Justificativas – (referir-se à importância das intervenções, ações, ou projetos, com relação aos problemas identificados em cada eixo de pertinência e suas relevâncias para a população alvo, para a comunidade e sociedade e para a área de conhecimento);
5 – Programação das atividades – (apresentar a programação das atividades a serem implantadas, por eixos de pertinência, preferentemente mediante cronograma das ações, mesmo que tenha flexibilidade para adaptações e mudanças);
6 – Descrição das Metodologias de Ações – (os métodos de ação devem ser apresentados por cada eixo de pertinência);
7 – Órgãos participantes – (aquí são aclarados os parceiros que estão comprometidos ou envolvidos em nossa empreitada pastoral, podendo ser por eixos de pertinência);
8 – Programação Orçamentária – (a programação orçamentária deve ser efetuada minuciosamente, mesmo que com recursos da própria ICAI-TS, pois ela facilita o controle dos custos, a prestação de contas e favorece a análise de parceiros sociais. Para nós na ICAI-TS, quase sempre montamos os nossos projetos com a boa vontade de servir, "COM A CARA E A CORAGEM", como se diz popularmente);
9 – Administração do Projeto ou Programa de Intervenção – (indicar quem gerenciará a  execução e desenvolvimeto do projeto ou programa, por eixos de pertinência);
10 – Metodologias de Acompanhamento dos Projetos e Programas – (é necessário acompanhar e avaliar a execução das diferentes etapas das execuções de projetos e programas, por isso se define a metodologia para avaliar o controle do processo de seu desenvolvimento, bem como para avaliar o impacto que a implantação dos projetos ou programas produzem nas comunidades, isto poderá ser feito por cada eixo de pertinência valendo-se de Relatórios de Acompanhamento e de Questionários Aplicados às Comunidades).
        Observação – Aqui, quando se fala em Programas, está se referindo ao aspecto de empreitada pastoral guarda-chuva, que abriga diferentes projetos e ações, geralmente de longa duração. Quando se fala em projetos, são empreitadas mais focais, tanto de pesquisas prévias, quanto de intervenção direta para tranformação de alguma realidade local, com menor tempo de duração e geralmente abrigados em um programa maior. 
Referênciais Norteadores :
Cartas Internacionais de Saúde - princípios a seguir;
Modelos para Implantação de programas e Projetos Comunitários seguindo as  influências da Fundação Getúlio Vargas;
Arco de Maguerez - para orientar o "como fazer" nas ações transformadoras.
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       Implantação de Linhas Pastorais transformadoras da realidade  para a construção de um mundo melhor -   Capivari, Duque de Caxias, abril de 1994.
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           Que Deus nos abençôe a todos
                Dom Felismar  Manoel
    Catolicismo  Evangélico  Salomonita
       Visite o site: www.icai-ts.org.br
         


quarta-feira, 22 de junho de 2011

Vocações para o Ministério Cristão ! Catolicismo Evangélico Salomonita


Você tem desejo de ser religioso ou religiosa? Você deseja ser  padre ou madre na Igreja de Cristo?
                                   Venha conversar conosco!
Para isso você não é obrigado a ser celibatário! Poderá estar no mundo sem ser do mundo! Você poderá ser casado, ou casada, solteiro, ou solteira!
 Os religiosos e ministros da Igreja de Cristo, não podem ser polígamos, nem ter  vida dissoluta, mas levar uma vida virtuosa, tanto casados, como  solteiros, como orienta o Novo Testamento Cristão.
Toda pessoa batizada participa do Sacerdócio Universal de Cristo, pois é membro do seu Corpo Místico, mas Jesus escolheu Apóstolos e Discípulos e os preparou durante três anos para o Ministério Cristão, comissionou-os para irem em seu nome na construção do Reino de Deus na terra, através da pregação do seu evangelho, da ministração do Santo Batismo e de outras Ordenanças Cristãs presentes nas atividades da sua Santa Igreja.
Os discípulos de Cristo receberam a imposição de mãos do Mestre Jesus para se tornarem Ministros, os apóstolos impuseram as mãos para ordenarem os bispos, presbíteros (padres),   diáconos e diaconisas e assim tem sido conservado esse rito de imposição de mãos, desde Jesus Cristo até nossos dias para consagrar os Ministros Ordenados.
Se você deseja ser um Ministro cristão ordenado, na Igreja Católica Apostólica Independente de Tradição Salomoniana – ICAI-TS, conhecida como CATOLICISMO EVANGÉLICO SALOMONITA, entre em contato com o Seminário Teológico Santo André – SETESA.    
                             (felismarmanoel@gmail.com).
Você poderá fazer o Curso de Bacharel em Ministério Cristão, receber os graus de Ordem Menor e treinamento probatório com os Preceptores e depois iniciar nos graus de Ordem Maior, como diáconos  e diaconisas. A ordenação de presbíteros (padres) só é conferida aos candidatos do sexo masculino, com vida centrada, equilibrada e virtuosa, não necessitando o celibato obrigatório. Todos os Ministros de Ordem Maior, bispos, padres, diáconos e diaconisas, bem como os   graus de Ordem Menor dos Ministros da Liturgia (Sacramento, Palavra, Exortação e Vigilância), não exigem o celibato obrigatório, mas sim uma vida cristã autêntica.
O Catolicismo Evangélico Salomonita prega e procura vivenciar o Evangelho de Cristo de modo libertário, pois segundo João, capítulo 8 e versículo 31, Jesus disse ...       “Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade , e a verdade vos libertará. Todo o que comete pecado é escravo do pecado. O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, para sempre. Se, pois, o Filho de Deus vos libertar, verdadeiramente sereis livres”.
O Catolicismo Evangélico Salomonita considera que fomos alforriados por Cristo, não só do pecado, na vida pessoal, mas também na vida social, através da livre associação em Igrejas Autônomas em cada País ou Nação, pela noção de Maioridade Jurídica Nacional, Civil e Religiosa que possuímos, mantendo os elos da união cristã na Doutrina Evangélica que nos é própria, na Disciplina da Tradição Apostólica legítima e na colaboração das causas comuns na promoção da pessoa humana, no bem estar geral dos povos, na saúde do planeta que habitamos, através das  diferentes linhas de Ações Pastorais e Campanhas Nacionais e Internacionais.
A vida de um Ministro Cristão, de qualquer grau, não é fácil, pois exige renúncia ao mundanismo, às licenciosidades e paixões da carne e às estratégias dos inimigos do bem, da luz e da Graça de Deus. Em Mateus, capítulo 16, versículo 24, Jesus disse ...  “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz  e siga-me”.
Os que têm a vocação para a vida religiosa, vivendo sob regras de vida, vivenciando os votos denominados de “perfeição evangélica”, encontra as palavras de Jesus, segundo Mateus , capítulo 19, versículo 21, que diz ...  “Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me”.
Se você tem esta vocação para   ter  uma maior dedicação às obras cristãs, na construção de uma espiritualidade pessoal, de modo progressivo, centrada em Cristo, firmada na disciplina de um comportamento correto, de desapego dos bens terrenos, de compartilhamento de uma vida em comum com outros irmãos do mesmo ideal, em obediência  às legítimas lideranças, voltada para a construção do bem comum da humanidade, entre em contato com o Mosteiro  Compaixão Sagrada (Monastério Hierosèleos). É possível, caro irmão, ou cara irmã, unir-se  a nós, em obediência ao convite de Cristo, e  por em ordem a sua vida  espiritual, buscando a única senhoridade verdadeira para sua vida. Só há um Senhor legítimo, a quem fazemos a vassalagem: Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus, o único Chefe da Igreja Verdadeira. Não devemos ser súditos , ou vassalos de nenhum clérigo, por mais elevado que seja seu grau, papa, patriarca, arcebispo, bispo, padre, madre, pastor, pastora, ou outro qualquer título, pois somente Jesus Cristo é o Senhor, o único Chefe legitimo da Igreja Cristã. Esses títulos traduzem apenas a responsabilidade de determinado clérigo para com sua comunidade, da qual ele se faz servidor em nome de Cristo. Qualquer outro que se  fizer como  chefe da Igreja, é embusteiro e usurpador.      Que o Bom Deus nos livre deles!
             Dom Felismar Manoel – Bispo Primaz
                   felismarmanoel@gmail.com



quarta-feira, 15 de junho de 2011

Cristãos! Quem Somos Nós! (3)


No artigo anterior,  "Cristãos! Quem Somos Nós! (2)",  relatamos alguns eventos históricos que constituem o nosso contexto de cristãos, referindo-se aos nossos irmãos da espiritualidade ortodoxa, predominantemente presentes na parte oriental do globo, muito embora dispersos também nas outras regiões planetárias, incluindo o Brasil. Estão eles perfilados aos quatro Patriarcados Ortodoxos Históricos de procedência Apostólica.
No presente texto pretendo abordar alguns eventos históricos que contextualizam a nossa existência de cristãos ocidentais, portanto relacionados com nossos irmãos da espiritualidade católica, portanto procedentes do Patriarcado de Roma, também de origem Apostólica.
Irineu de Lião cerca do ano 185 da nossa Era,  acreditava que os Apóstolos Pedro e Paulo eram os responsaveis pela implantação da Igreja em Roma e  era de opinião que se devia  estar de acordo com a Igreja de Roma no que se refere a liderança na preservação da fé apostólica, não incluindo no seu pensamento o aspecto de obediência jurisdicional.
Há um aspecto dificil nesa empreitada, pois as igreja tradicionais e mesmo as contemporâneas, se envolvem com os interesses ideológicos, econômicos, políticos e de busca pela hegemonia sociocultural junto aos povos e nações, geralmente sufocando  os carismas e idiossincrasias próprias de legítimas famílias espirituais, que buscam vivenciar as seguras orientações cristãs contidas nas Sagradas Escrituras do Novo Testamento, oriundas de ensinamentos apostólicos, universalmentes  aceitos e reconhecidos como canônicos.
É fácil perceber, por qualquer pessoa isenta e bem intencionada, quando compara o cristianismo apostólico proposto pelos apóstolos no Novo Testamento com o cristianismo que é proposto pelas Igreja Cristãs Tradicionais na época atual, o desvio que fazem da prática apostólica proposta, em favor da sustentação ora de afirmações de poderio pessoais de líderes, ora da manutenção de conveniências hegemônicas institucionais (políticas, mundanas, anticristãs,etc), ora  da proteção de estrato conquistado na sociedade,  posições estas que deslegitimam a sua autenticidade pela origem historicamente apostólica.
O  verdadeiro convertido a Jesus Cristo, aquele que mantém alta fidelidade a  Cristo como o Filho do Deus Vivo, aquele que vivencia o noúmeno em uma experiência pessoal com Deus, não tem como acolher  semelhantes instituições e tornar um seguidor de seus ensinamentos.
 Essas instituições necessitam de uma revolição (um novo querer), para voltar-se  a Jesus Cristo em um novo processo de conversão. O que se deve  fazer é orar por elas, para que não resistam ao Espírito Santo de Deus e devolva a Jesus Cristo a centralidade que lhe é de direito como o Único Senhor.
Parece que as Igreja Tradicionais Apostólicas perderam a noção do Sacerdócio Universal dos Crentes e que o  Sacerdócio Ordenado em todos os seus variados graus é um comissionamento de Jesus Cristo para o Ministério Pastoral. O máximo que conseguimos com legitimidade na Igreja Cristã é o Poder Comissário e em hipótese  alguma o Poder Vigário. Arvorar-se em Substituto de Jesus Cristo na terra é uma deslavada  afronta a qualquer estudioso do Evangelho e uma assintosa heresia.
O Patriarcado de Roma  teve pretensões de hegemonia política sobre toda a cristandade desde cedo:
 cerca do ano 189-198 Vítor, Bispo de Roma, excomungou as Congregações da Ásia Menor por discordarem de datas da celebração da Páscoa;     Inocêncio I (402-417) reinvindicou para a Igreja de Roma a custódia da  Tradição Apostólica e a fundação do cristianismo ocidental;     Leão I (440-461) deu ênfase ao primado de Pedro, convencendo o Imperador Valentiniano III que promulgasse um Édito, ordenando que todos obedecessem  o Bispo de Roma portador do  "Primado de Pedro";      o cânon 28 do Concílio de Calcedônia (ano 451), colocou o Patriarcado de Constantinopla em igualdade com o Patriarcado de Roma, medida que foi contestada  por Leão I;      o Papa Félix II (483-492)  excomungou o Patriarca Acacio de Constantinopla, começando assim o cisma entre Igreja Oriental  e Igreja Ocidental;      o Papa Gelásio (492-496) enviou carta ao Imperador Anastasio, do oriente, dizendo que só há dois poderes que governam o mundo, a autoridade sagrada dos pontífices e o poder do imperador;      em 502 o bispo Enódio de Paris declarou que o "Papa só pode ser julgado pelo próprio Deus;       o Papa Leão IX  fez interferências nas igrejas da Sicilia, que eram da jurisdição ortodoxa do Patriarca Miguel Cerulário de Constantinopla (1043-1058). Este juntamente com o Metropolita Leão da Bulgária,  em resposta, fechou as igrejas do Rito Latino na sua jurisdição e o Patriarca enviou carta  à Igreja Latina  renovando as acusações de Fócio, aditando uma condenação de uso de pães asmos na eucaristia, o que se tornou costume no Ocidente no século IX. O Papa Leão IX replicou enviando o Cardeal Humberto e Frederico de Lorena (Chanceler Papal) no ano 1054, que depositaram sobre o Altar-Mor da Igreja de Santa Sofia uma Bula de Excomunhão do Patriarca Miguel Cerulário e seus seguidores. Este episódio marca a separação formal entre as Igrejas Gregas e Igreja Latinas.
A Igreja Latina sob o Báculo dos Bispos de Roma, Patriarcas do Ocidente, em suas sequências substitutivas, muito se comprometeu com as conveniências do poder temporal, legitimando as barbaridades das Cruzadas em suas diversas etapas, fez conluios e conchavos com Imperadores  e Exercitos, patrocinou a Inquisição ceifando muitas vidas amadas por Jesus Cristo, durante um longo tempo.
Surgiram desejos de mudanças, em busca de orientação no ideal religioso, por diversos irmãos com seus seguidores, que foram sinais evidentes que o caminho tomado pela Igreja Institucional estava errado, mas infelizmente eram rechaçados  e alguns aniquilados pelo poderio eclesiástico, sob o beneplácito do que hoje querem legitimados como Magistério Eclesial, entretanto, este não se manifestou condenando os erros e apontando os caminhos do Evangelho do Cristo.
Surgiram Congregações e Ordens Religiosas dentro da própria igreja com propostas de conversão e mudanças, mas geralmente eram manipuladas subversivamente, para  subtrair a consistência das suas Regras Iniciais propostas por seus fundadores.
Para quem deseja conhecer a História da Igreja Cristã, de modo mais detalhado, com imparcialidade  narracional, recomendo o livro de  W.  Walker,  História da Igreja Cristã, volumes I e II, publicado pela JUERP/ASTE, em 1967, 1980, 1981 e 1983.
         Que Deus nos abençôe  a todos!
              Dom Felismar  Manoel
    Catolicismo  Evangélico  Salomonita
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