terça-feira, 22 de outubro de 2013

A Presença Sacramental de Cristo

Dom Felismar Manoel


O estudo do capítulo 6 do evangelho segundo João é interessante para compreender a presença sacramental de Cristo na Eucaristia, Divina Liturgia, ou Santa Ceia.

Nesse capítulo vamos encontrar a contextualização do fenômeno da multiplicação dos pães e peixes, coisas concretas, reais, que saciavam a fome do povo que frequentava as prédicas de Jesus Cristo.  Seus ouvintes trouxeram à tona, a questão do "maná" com Moisés no deserto, também coisa concreta que saciava a fome da população, e que os judeus consideravam como o "pão do céu".

Jesus referiu-se a si mesmo como o Pão Vivo que desceu do  céu e afirmou que quem comer desse pão viverá eternamente. Seus ouvintes entenderam como o pão material, real, coisa concreta; afirmou que a sua carne é verdadeira comida e o seu sangue verdadeira bebida; muitos murmuraram por causa das suas afirmações, outros se escandalizaram, alguns discípulos se dispersaram porque entenderam estas afirmações no sentido real, de coisa concreta, o que o levou a interrogar os doze, se também eles não queriam se retirar? Simão Pedro respondeu aquilo que os outros onze também pensavam: Para quem iremos? Se tu tens as palavras da vida eterna!

É interessante notar que na contextualização deste capítulo, Jesus deixa claro que, a maioria que o procurava, o estava fazendo interessado no pão e peixe coisa real e concreta, por interesse.  Ele deixa claro que o que está afirmando é de outra ordem, dizendo "o espírito é que vivifica; a carne para nada aproveita;  as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida".

1 - Assim foi pensado no inicio da Igreja, na Era Apostólica: No capítulo 10 da Didaqué, um manual da era apostólica,  quando fazem o agradecimento depois da Eucaristia, dizem:

"Tu, Senhor Todo-Poderoso, criaste todas as coisas por causa do teu Nome, e deste aos homens o prazer do alimento e da bebida, para que te agradeçam.  A nós, porém, deste uma comida e uma bebida espirituais, e uma vida eterna por meio do teu servo".

2 - Também na Era Pós-Apostólica, no período do Helenismo, prevalecendo nos Santos Pais e ainda nas Igrejas Ortodoxas que os mantém, fala-se da Santa Ceia, ou Eucaristia, como a Divina Liturgia. O termo usado na língua grega da época é  misterion, o equivalente a sacramento para nós ocidentais.  Há uma relação da idéia da celebração do mistério, na língua grega, quando equivalente ao nosso sacramento no ocidente, com a palavra  telestikos, sustentando o sentido  de "bem acabado", coisa de "rito sacerdotal".

A presença sacramental de Cristo no mistério da eucaristia, na Era Pós-Apostólica é espiritual, por hipóstasis com as substâncias do pão e do vinho. Por isto o sacramento só tem a função  de ser o meio para se realizar a união com a Trindade no Amor de Cristo, com todos os irmãos  que participam da Comunhão dos Santos, posto que todos são Membros do Corpo Místico de Cristo;  não o guarda para adoração, nem para exibição exposta, nem para a comunhão fora da Divina Liturgia. Esta é sempre uma celebração do Sacrifício Memorial do Filho de Deus, que começou com a Encarnação e culminou com sua Morte, Visita ao Hades e concluiu com sua Vitória sobre a morte, o mundo e o pecado  mediante  a sua Ressurreição, Ascensão e Entronização à dextra do Pai.

3 - Na Igreja do ocidente existem diferentes posturas face ao Sacramento da Presença de Cristo na Eucaristia. Talvez as dificuldades tenham surgido pela inadequação da terminologia usada no Concílio de Trento. Toda confusão começou quando o Concílio usou um termo técnico, exigindo interpretação técnica, na época que a maioria dos Padres não tinham curso de seminários, pois estes passaram a existir a partir do Concílio de Trento. A grossa maioria dos Padres não faziam curso de teologia, pois estes só existiam nas Universidades, dai a dificuldade para estabelecer a diferença entre substância e matéria naquela  época.

Pode-se referir-se a matéria composta de substâncias nem sempre se referindo a coisas concretas; ou seja, como corpo material. Falar em matéria e substância obrigatoriamente nos levam às ciências físicas e químicas e não necessariamente às filosofias e literaturas. Quando se usa o termo transubstanciação em relação ao sacramento da eucaristia, obrigatoriamente temos que nos valer do raciocínio filosófico-teológico, e é aí que começa a dificuldade, posto que a maioria das pessoas comuns só o entendem do ponto de vista do senso comum, que é o sentido da matéria como realidade concreta, aquilo que ocupa lugar no espaço, curvando-se a pseudo autoridade de quem revela o sagrado, para aceitar a ambiguidade em nome do "mistério".

A definição de sacramento da Igreja Ocidental é de grande ajuda nessa compreensão:
"Sacramento traz a idéia de penhor", e é tomada da cultura romana, quando os jovens podiam postergar a data de prestar o serviço militar, depositando um penhor, um sacramento, cujo valor seria resgatado quando fosse se apresentar para o serviço militar, já mais tarde. Em nosso sistema financeiro do Brasil, ainda usamos a figura do penhor, o sacramento dos romanos, quando levamos um objeto de valor na Caixa Econômica e recebemos um empréstimo relativo ao valor do objeto, sendo este resgatado quando formos pagar o tal empréstimo. 

A Igreja Ocidental usou este sentido para explicar o conceito de sacramento: algo material  existente, disponível na igreja pela misericórdia de Deus e méritos de Jesus Cristo, e que nos confere uma graça espiritual quando a ele recorremos como depositário desta benção, não no sentido material da carne que nada aproveita, mas no sentido de espírito e vida.

Quando a teologia usou o termo "transubstanciação", no sentido que a usou, ela estava correta, pois no sacramento da eucaristia há mudança de substância. Transubstanciação quer dizer mudança de substância; ai vem a antiga idéia eclesial da hipóstasis, ou seja, Cristo está por inteiro sob as espécies do pão e vinho consagrados, à semelhança da presença da sua divindade sob a sua humanidade, presença esta que a teologia classifica também de hipostática.

A substância do pão e do vinho é constituir-se em nutrientes para o corpo, manter a vida biológica, enquanto sob a mesma materialidade do pão e do vinho no sacramento, encontra-se agora em hipóstasis, como substância, a presença espiritual do Cristo, como nutriente da alma para a vida eterna, a vida em plenitude, a zoesia que o Cristo disse que veio trazer à terra, a vida em abundância.

Quando se fala em substância pode -se referir-se á parte mais importante de algo, a sua essência. Este é o sentido filosófico e teológico do termo. Quando se fala em matéria está se referindo a uma substância que ocupa lugar no espaço. Este é o sentido mais usado no senso comum, podendo ser substituído pela idéia de corpo; em linguagem científica, refere-se  à rex extensa da metodologia cartesiana. É neste sentido que o senso comum usa o termo "real", e "realidade", referindo-se a concretude da materialidade, quase não cabendo aí as idéias abstratas, os conceitos das abstrações. Por esta razão é que não se recomenda falar em presença real, e sim, em presença sacramental, em presença espiritual, pois no sacramento da eucaristia Jesus Cristo afirmou estar presente em hipóstasis com o pão e o vinho.

É neste sentido que a teologia salomonita se refere à transubstanciação, afirmando que no sacramento da eucaristia a substância nutricional dos elementos pão e vinho se transformou, sem alterar a anterior; agora, de modo hipostático, o corpo e o sangue de Jesus Cristo estão presentes, como alimento espiritual para a vida eterna, como penhor da comunhão com Deus e todos os seus filhos reunidos no amor de Cristo. Sua finalidade é ser alimento espiritual para perenizar a comunhão de todas as almas crentes e fiéis com Deus seu e nosso Pai, reunidos em seu nome e em seu amor.

4 - Teologicamente falando, também a Igreja é o sacramento da presença viva de Cristo no mundo, pois todos seus legítimos filhos, são membros do Corpo de Cristo, e assim devem fazê-lo presente através de suas ações, construindo um mundo melhor que possa ser chamado de Reino de Deus.

Dom Felismar Manoel
Bispo Primaz
 Catolicismo Evangélico Salomonita

sábado, 19 de outubro de 2013

Ter Compaixão pelo nosso Sistema Solar


Catolicismo Apostólico Salomonita
Diretório de Espiritualidade Litúrgica - Ano Eclesial 1986 (2012/13)


Cores Litúrgicas:
1 - Azul Celeste (Estação Primavera - Festa das Flores) -
A cor litúrgica azul celeste simboliza a alegria pelos nossos propósitos formulados diante de Deus, conjugados com o dinamismo da natureza que faz florescer os vegetais na garantia da frutificação e sementes continuadoras da vida, dom sublime do Deus Vivo e Verdadeiro.
2 - Cinza - Nos Oficios Penitenciais, de Tristeza e/ou Luto;
3 - Branco - Substitutivo de todas as cores e simbolizando a Integralidade, a Alegria, a Pureza e a Fé Espiritual.

Atualização dos Mistérios de Deus Intervindo na História da Humanidade:
II Movimento - Arco Ascendente - Antropotéia -
A pessoa humana Jesus de Nazaré, se manifesta como Filho de Deus, anuncia seu evangelho de libertação, consuma o processo de redenção humana e edifica sua Igreja como seu Corpo Místico compondo o Mistério da Comunhão dos Santos.
O ser humano se espiritualiza na Comunhão com Deus mediatizada pelo Cristo, cristificando-se para retornar ao seio da Deidade Absoluta.



Espiritualidade Litúrgica

III Tempo - Dinâmica da Martiría Eclesial Cristã -
Período da Compaixão por todas as Criaturas de Deus.

- 47ª Semana do Ano Eclesial 1986 -
- 20/10/2013 - VIII Domingo da Compaixão.

===> Ter Compaixão pelo nosso Sistema Solar.

===> Ministério das Hierarquias Espirituais de Deus: Aos cuidados de Ofanin e Orofiel da Ordem dos Elohim de Deus.

===> Jesus Cristo afirma que nós, enquanto seus discípulos, somos o sal da terra se praticarmos as virtudes cristãs, e somos a luz do mundo se vivenciarmos e anunciarmos as verdades do seu evangelho.

===> Nós cristãos formamos o Verdadeiro Corpo Místico de Cristo, a Comunhão de todos os Santos no passado, no presente e no futuro, unidos no amor de Cristo, praticando as virtudes cristãs e vivenciando as verdades ensinadas em seu Evangelho Libertador.

* * * * *


Quão amáveis são os teus tabernáculos,
Senhor dos Exércitos!
A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor;
o meu coração e a minha carne
exultam pelo Deus vivo!
Porque o Senhor Deus é sol e escudo;
o senhor dá graça e glória;
nenhum bem sonega aos que andam retamente.
Ó Senhor Deus dos Exércitos,
feliz o homem que em ti confia.
Salmo 84: 1, 2, 11, 12.


O Hemerológio Cristão propõe para nossa reflexão e vivências na pastoral litúrgico-ecológica deste domingo (20/10/2013), Ter compaixão pelo Sistema Solar da qual o planeta terra está inserido. Nesta tarefa nós humanos não estamos sós, pois é também missão de Ofanin e Orofiel, participantes das Hierarquias Espirituais da Ordem dos Elohim de Deus.

Repetindo, como em reflexões anteriores a conceituação, ter compaixão, é buscar em nosso coração e nossa alma, o sentimento de simpatia e identificação com a criatura de Deus que cumpre um seu propósito, sofre ou tem dificuldades.

É difícil para alguém envolver-se em alguma tarefa, quando não conhece bem os elementos que compõem os constituintes do seu objeto de intervenção. Noto que para as pessoas mais simples, falar em sistema solar não significa muita coisa para elas, posto que não fazem uma ideia perfeita do que isto significa.

O nosso sistema solar está localizado em uma galáxia (caminho) denominada Via Láctea, sendo o nosso sol apenas uma de suas estrelas. Orbitando em torno de nosso sol estão os seus diversos planetas, sendo a terra um deles, com o seu satélite chamado lua. Tendo o sol como centro, a partir dele, estão os planetas na seguinte ordem:
1 - O planeta mercúrio; 2 - O planeta vénus; 3 - O planeta terra, com sua lua; 4 - O planeta marte; 5 - O planeta júpiter; 6 - O planeta saturno; 7 - O planeta urano; 8 - O planeta netuno.

Denomina-se astronomia a ciência que estuda estes assuntos; e há um "certo saber" conhecido como astrologia, que também pretende estudá-lo, embora sem reconhecimento de comprovações científicas, mesmo assim, com grande influência sobre as massas populares.

A Igreja Cristã não se ocupa destas questões astrológicas, até porque elas se revestem de desvios de orientação, com relação as certezas do evangelho, apontadas por Jesus Cristo.

Em que nós devemos ser compassivos com o sistema solar? As Sagradas Escrituras têm muitas referências sobre o sol e os diferentes corpos celestes, incluindo afirmações de que as forças do céu serão abaladas, nos fins dos tempos.

Atualmente, a corrida desenfreada em nome dos avanços científicos e tecnológicos, direcionam artefatos diversos, instrumentos de pesquisas, satélites e outros, para os diferentes planetas, sem uma definição de parâmetros de moralidade e ética que coloca sobre os ombros da humanidade a responsabilidade pelo mordomado do nosso planeta terra. Existem afirmações convincentes, de que artefatos bélicos de energia nuclear, já existentes, podem, se usados mal-intencionadamente, alterar a consistência do equilíbrio cósmico de nosso sistema solar. A humanidade da ciência, da tecnologia, da indústria, da política, da economia, dos governantes, não tem parâmetros definidos de sua inserção pró-ativa na ordem cósmica constituída pelo Autor da Vida. Não há uma submissão consciente da humanidade, como mordomos de nossa habitação terrena, de cujo exercício prestaremos contas um dia. Existe um forte consenso em certos setores do mundo da ciência, que o farfalhar das asas de uma borboleta, tem relação de sintonicidade com o equilíbrio cósmico.

Devemos amar e obedecer ao Deus Todo´poderoso, como afirma o evangelho de Mateus 5: 45, pois Ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos.

Meus caros irmãos e minhas caras irmãs! Tenhamos compaixão pelo nosso sistema solar. Abriguemos em nosso coração e em nossa alma, o sentimento de simpatia e identificação por ele, que também é uma criatura de Deus, cumpridora de um propósito definido na criação do Deus Todo-poderoso.

Que o Deus Tri-uno abençoe a todos, em o nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.
Dom Felismar Manoel - Bispo Primaz
Catolicismo Evangélico Salomonita
Visite o site: www.icai-ts.org.br
felismarmanoel@gmail.com



terça-feira, 15 de outubro de 2013

Pró-Cenóbio "Local da Misericórdia"(*)

Pro-Kenobion Eleosterion (*)


Este texto foi apresentado por mim, em língua espanhola, na assembleia da Primeira Convenção Internacional do Clero Católico Não-Romano em 1996, fazendo advertências dos riscos que a herança do Catolicismo Salomonita estava correndo naquela gestão patriarcal.
Nessa assembleia, além dos bispos da ICAIB do Rio de Janeiro (o clero do nordeste brasileiro foi excluído por Dom Lapércio), estavam presentes bispos, presbíteros e diáconos da Igreja Ortodoxa Grega do Antigo Calendário, da Grécia e Estados Unidos da América do Norte e também da América do Sul.
Tenho um termo de agradecimento assinado por Dom Lapércio, por ter cedido as nossas instalações para os encontros, com data de dezembro de 1996, tendo portanto o evento ocorrido um pouco antes. Dom Felismar Manoel



Versão em língua portuguesa

"Caríssimos irmãos !

Eu gostaria de expor-lhes algumas preocupações pessoais, para o que lhes peço ouvir-me e ler o que vai a seguir:

Na data de 12/07/1790 foi aprovada na França a Constituição Civil do Clero, pela qual se recrutava os padres e bispos para prestar juramento, ficando os juramentados declarados independentes da Santa Sé de Roma.

Este acontecimento exerceu uma grande influência em vários brasileiros, destacados membros atuantes nas associações existentes no Brasil de então. Foi assim com os intelectuais da Academia de Ciência do Rio de Janeiro, destacando Silva Alvarenga, Mariano Fonseca e Silva Antunes, agentes destemidos até 1796. Também foi assim nos diversos movimentos populares que surgiram no inicio do ano 1800, quando e onde os clérigos brasileiros se faziam membros e lutavam por aquilo que a eles pareciam de conformidade com os ensinamentos de Jesus Cristo e de boa consciência pessoal.

Foi por isso que nas primeiras décadas de 1800, os padres Diogo Antônio Feijó e Antônio Maria Moura deram seu apoio ao deputado Antônio Ferreira França, para aprovar a Lei do Celibato Opcional para o Clero do Brasil. Como não conseguiram a aprovação desejada para tal lei, em 1835 foi apresentado outro projeto de lei por Estevâo Rafael de Carvalho, propondo que a Igreja do Brasil Ficasse Livre da Santa Sé Romana. Entretanto esta lei também não foi aprovada, expondo em consequência seus signatários às molestações de seus adversários, "os donos do poder", socorrendo-os das perseguições a Maçonaria do Brasil.

Em 1877 o jurista brasileiro Rui Barbosa apresentou a tese "A Igreja Livre no Estado Livre", ao traduzir o livro de Jannus "O Papa e o Concílio". Foi de grande influência para os ideais de um Catolicismo Independente no Brasil. Houve apoio dos Positivistas Brasileiros e de outros grupos ideológicos, mas somente em 1890, foi promulgada a Constituição Brasileira que assegurou a liberdade de culto para todos os credos religiosos no Brasil.

Começou então a florescer as diversas Igrejas Cristãs que foram produzindo muitos textos de literatura favorecendo a idéia do catolicismo independente no Brasil. Foi assim que o Reverendo Salomão Ferraz publicou Princípios e Métodos em 1915, Oração da Pedra em 1924, Manual de Orações em 1925, Unidade Eclesial na Diversidade Religiosa (Movimento) em 1927, A Santa Igreja Católica em 1930, a Fé Nacional em 1932, a Liturgia Cristã em 1934, a Igreja e a Sinagoga (Eclesiologia Cristocêntrica) em 1936, o Ministério Cristão em 1940 e a Maioridade Nacional Civil e Religiosa em 1941.

O Reverendo Salomão Ferraz foi eleito Bispo Primaz da Igreja Católica Livre em 1936 e se preparava para receber a Sagração Episcopal das Igrejas Anglicana e dos Velhos Católicos, por aderir aos termos do Quadrilátero de Lamberth, quando o Bispo Carlos Duarte Costa rompeu com a Igreja Católica Romana e conferiu-lhe a Ordenação Episcopal para a Sucessão Apostólica Histórica. Desde então a Igreja Católica Livre teve um grande progresso e vocação ecumênica, o que levou o Bispo Salomão Ferraz a unir-se pessoalmente com a Igreja Romana, sendo reconhecida as suas Ordens Sacras de Bispo, Presbítero e Diácono pelo Papa João XXIII.

Ainda que os demais clérigos da Igreja Católica Livre não tenham aderido à Santa Sé Romana, o reconhecimento da ordenação episcopal do Bispo Salomão Ferraz trouxe para a Igreja e para seus Bispos uma tranquilidade pastoral boa, diminuindo as perseguições religiosas por parte dos católicos romanos por algum tempo em terras brasileiras.

Após a adesão do Bispo Salomão Ferraz à Igreja Romana, ele publicou O Arrebol da Aurora em 1959, a União das Igrejas em 1962 e Reforma Disciplinar em 1964. Todas essas publicações produzidas pelo Bispo Salomão Ferraz representam algum ordenamento para as questões eclesiais. (Estas três últimas, publicadas já na Igreja de Roma, não abjurou nada do que anteriormente havia publicado. Nota atual do autor)

Durante o seu proveitoso ministério, o Bispo Salomão Ferraz consagrou outros bispos, incluindo o Bispo Manoel Ceia Laranjeira na data de 29/06/1951.

Foi o Bispo Laranjeira juntamente com seu clero do Rio de Janeiro que ficaram com a direção da Igreja quando o Bispo Salomão Ferraz se transferiu para a Igreja Romana.

Nós que estamos reunidos aqui hoje, somos na maioria descendentes do Bispo Laranjeira. Há toda uma tradição cultural e ideológica sublinhada na alma brasileira, que herdamos como descendência do Bispo Laranjeira, em uma maneira especial de ser a Igreja de Jesus Cristo, na crença de ser Ele, Jesus Cristo, o Filho de Deus Vivo, quem a edifica na vida individual e social dos humanos. Esta tradição quer ser UM CATOLICISMO AUTÊNTICO, VOLTADO PARA DEUS, OS HUMANOS E A PÁTRIA; LIVRE DE QUALQUER TUTELA POLÍTICA, NACIONAL OU ESTRANGEIRA; INDEPENDENTE PARA AGIR EM NOME DE JESUS CRISTO E DA LEGÍTIMA TRADIÇÃO APOSTÓLICA.

Quando se fala aqui de catolicismo autêntico se quer dizer um sistema salvacionista cristão disponível para todas as pessoas; voltados para Deus, os humanos e a pátria, se quer dizer, sob a soberania do Deus Vivo, de Jesus Cristo seu Unigênito Filho, e ao direcionamento do Espírito Santo, com lealdade à Pátria e sem nenhuma vassalagem a outra nação ou soberano; livre de qualquer tutela política nacional ou estrangeira, se que dizer posto em compromisso somente com os interesses das pessoas e do País onde se instalou, sem outros envolvimentos com outras nações estrangeiras; independente para agir em nome de Jesus cristo e da legítima tradição apostólica, se quer dizer que a Igreja de Cristo é autônoma como um cidadão de maior idade, em seu País ou Nação, responsável como Instituição Cultural, para ser o canal instrumental da presença de Jesus Cristo, aqui e agora, onde se vive e criou identidade nacional, cultural e religiosa, cumprindo os ensinamentos de Jesus Cristo e respeitando os direcionamentos assinalados pelos apóstolos no Novo Testamento.

Nossos últimos dirigentes tem se desviados destes caminhos traçados pelos antigos, sem ouvir as congregações de crentes fieis, nem tão pouco os Bispos com seus respectivos cleros. Vejo com preocupação estes assuntos e desejo dividi-los com os senhores.

Por mais de vinte anos não tenho tido contato com o uso da língua espanhola, portanto, peço perdoar-me por alguns erros no uso dessa doce filha do Latio.

Em Jesus Cristo para servir

Bispo Felismar Manoel
1996

(*) Nota: O pró-cenóbio, que antecede a criação dos monastérios, já é atualmente (2013), o "Mosteiro Compaixão Sagrada", situado à Estrada das Amendoeiras, 248, Capivari, Duque de Caxias, RJ, CEP 25.243-420

sábado, 12 de outubro de 2013

Ter Compaixão pela Lua da Terra


Catolicismo Apostólico Salomonita
Diretório de Espiritualidade Litúrgica - Ano Eclesial 1986 (2012/13)


Cores Litúrgicas:
1 - Azul Celeste (Estação Primavera - Festa das Flores) -
A cor litúrgica azul celeste simboliza a alegria pelos nossos propósitos formulados diante de Deus, conjugados com o dinamismo da natureza que faz florescer os vegetais na garantia da frutificação e sementes continuadoras da vida, dom sublime do Deus Vivo e Verdadeiro.
2 - Cinza - Nos Oficios Penitenciais, de Tristeza e/ou Luto;
3 - Branco - Substitutivo de todas as cores e simbolizando a Integralidade, a Alegria, a Pureza e a Fé Espiritual.

Atualização dos Mistérios de Deus Intervindo na História da Humanidade:
II Movimento - Arco Ascendente - Antropotéia -
A pessoa humana Jesus de Nazaré, se manifesta como Filho de Deus, anuncia seu evangelho de libertação, consuma o processo de redenção humana e edifica sua Igreja como seu Corpo Místico compondo o Mistério da Comunhão dos Santos.
O ser humano se espiritualiza na Comunhão com Deus mediatizada pelo Cristo, cristificando-se para retornar ao seio da Deidade Absoluta.



Espiritualidade Litúrgica

III Tempo - Dinâmica da Martiría Eclesial Cristã -
Período da Compaixão por todas as Criaturas de Deus.

- 46ª Semana do Ano Eclesial 1986 -
- 13/10/2013 - VII Domingo da Compaixão.

===> Ter Compaixão pela Lua da Terra.

===> Ministério das Hierarquias Espirituais de Deus: Aos cuidados de Michael (Miguel) da Ordem dos Arcanjos de Deus.

===> Jesus Cristo afirma que nós, enquanto seus discípulos, somos o sal da terra se praticarmos as virtudes cristãs, e somos a luz do mundo se vivenciarmos e anunciarmos as verdades do seu evangelho.

===> Nós cristãos formamos o Verdadeiro Corpo Místico de Cristo, a Comunhão de todos os Santos no passado, no presente e no futuro, unidos no amor de Cristo, praticando as virtudes cristãs e vivenciando as verdades ensinadas em seu Evangelho Libertador.

* * * * *


Bendize, ó minha alma,
ao Senhor!
Porquanto fizeste a lua para marcar o tempo;
o sol conhece a hora do seu ocaso.

Dispões as trevas, e vem a noite,
na qual vagueiam os animais da selva.
Cantarei ao Senhor enquanto eu viver;
cantarei louvores ao meu Deus
durante a minha vida.

Seja-lhe agradável a minha meditação;
eu me alegrarei no Senhor.
Desapareçam da terra os pecadores,
e já não subsistam os perversos.

Bendize, ó minha alma, ao Senhor!
Aleluia!
Salmo 104: 1, 19, 33-35.


Estamos no sétimo domingo da compaixão (13/10/2013), quando o Hemerológio Cristão nos propõe, à imitação do Cristo da Compaixão, termos compaixão pela lua da terra. Nesta tarefa temos o privilégio de agirmos em sintonicidade com o Arcanjo Michael, que exerce esse Ministério junto às Hierarquias Espirituais de Deus, para o bom governo do mundo.

Repetindo, como em reflexões anteriores a conceituação, ter compaixão, é buscar em nosso coração e nossa alma, o sentimento de simpatia e identificação com a criatura de Deus que cumpre um seu propósito, sofre ou tem dificuldades.

Diz o texto das Sagradas Escrituras, mais precisamente em Gênesis 1: 14-18:

Disse também Deus: Haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separação entre o dia e a noite;
e sejam eles para sinais, para estações, para dias e anos.
E sejam para luzeiros no firmamento dos céus, para alumiar a terra. E assim se fez.
Fez Deus os dois grandes luzeiros: o maior para governar o dia, e o menor para governar a noite; e fez também as estrelas.
E os colocou no firmamento dos céus para alumiarem a terra,
para governarem o dia e a noite e fazerem separação entre a luz e as trevas. E viu Deus que isso era bom.

Meus caros irmãos e minhas caras irmãs!
A nossa geração atual de cientistas, de pensadores, de políticos, governantes e empresários, e mesmo das lideranças espirituais, salvo raras exceções, não agem em consonância com a ordem natural do universo; não se colocam alinhados e em sintonicidade com o trabalho dos arcanos de Deus, das hierarquias espirituais que agem para o bom governo do mundo. Há uma forte tendência, um verdadeiro frenesi, no sentido de manipular a ordem fisiológica estabelecida, no sentido de agradar, ou satisfazer impulsos do ego, em busca das satisfações pessoais, de grupos, ou de nações, e principalmente visando aumento de dividendos da importância social, política, financeira, ou econômica. Neste atual momento tudo vira "mercadoria de consumo" para satisfação dos egos, seduzidos pela propaganda, ou subtraídos pelas manipulações interesseiras.

Hoje, até a lua, satélite da terra, virou alvo do desejo de posse, no sentido de lá estabelecer "colônias hoteleiras" para deleite de quem possa pagar por isto; em nome das pesquisas científicas e do extensionamento do poderio político, nações começam já a poluir o nosso satélite com resíduos de seus artefatos; instalações de plataformas para estadia humana e satélites artificiais em nossa exosfera, também poluem o entorno de nosso planeta.

Não há definição de uma moral internacional e inter-galática de conduta internalizada conscientemente, que possa gerar uma ética conviccional
dos atores envolvidos neste processo, muito embora sejamos uma civilização judaico-cristã, em cujo seio o ser humano seja considerado como "mordomos deste mundo"; é interessante lembrar que um mordomo não é o dono, sendo apenas o administrador dos bens a ele entregue, do qual terá que prestar contas ao legítimo proprietário.

Vamos meus irmãos e minhas irmãs, nos perfilar como mordomos deste mundo que Deus nos concedeu, e procurar da melhor maneira administrar a parte que a cada um de nós cabe em seu governo, para o perfeito bem da Ordem Criada. Teremos que prestar contas a Deus do que fizermos aqui, neste assunto.

Que o Deus Tri-uno abençoe a todos, em o nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.
Dom Felismar Manoel - Bispo Primaz
Catolicismo Evangélico Salomonita
Visite o site: www.icai-ts.org.br
felismarmanoel@gmail.com



quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Carta aos Padres e Reverendos




Meus caros Presbíteros, Padres e Reverendos. Gostaria muito mais de chamá-los por "Abunas", pois "Abuna é o pastor com espírito paternal, ou o pai com espírito pastoral", com relação aos membros de suas comunidades respectivas, na língua dos parentes de Jesus Cristo, o aramaico.

Quero expor algumas idéias que acho pertinentes, de um Abuna para seus filhos, e o Bispo não deve ser outra coisa em Cristo senão Abuna, principalmente se, se trata do Bispo Primaz.

Todos nós recebemos as Ordens Sacras em consequência da nossa vocação e o nosso preparo e confirmação nas igrejas, pelo menos deveria ser assim. A vocação é um "chamado" de Deus que fala ao nosso interior, que se transforma em intencionalidade operante, graças a adesão da nossa cognição e volição; por isso ela, a vocação, é território pleno de emoções e afetividades, estimuladas por fatores extrínsecos e intrínsecos, ou seja, poderá ser dinamizado pela reta intenção e pela intenção pessoal subjetiva.

A reta intenção de ser um sacerdote cristão é aquela que se cumpre de acordo e com o propósito para o qual Cristo instituiu sua Igreja: servir e não ser servido; ser misericordioso e não sacrificante; ser operário da messe do Senhor e não parasita comunitário; tomar a sua cruz diária e seguir as pegadas do Mestre e não só buscar conforto e refúgio nos lugares seguros; lançar as mãos no arado e não olhar para trás; ser manso e humilde de coração a exemplo de Cristo e não iracundo, manipulador e intimidador; não ter onde reclinar a cabeça, mas saber que toda a terra é a sua seara para a Construção do Reino de Deus; e tantas outras coisas semelhantes.

As intenções subjetivas podem e devem se harmonizar com o que vai acima, no parágrafo anterior; mas nem sempre é assim. Pode até anular a validez da "ordenação", se concluir-se ser ela a antítese daquilo que Cristo prescreveu, conforme orientam seus evangelhos canônicos.

Será que a tradição de nossas igrejas ou comunidades, estão se enquadrando neste ideário da reta intenção?
Será que nós pessoalmente estamos buscando nos enquadrar nos ideários da reta intenção?

Por acaso Jesus usou casula, mitra, báculo, estola, ou coisas do gênero? E seus apóstolos; será que também eles usaram casula, estola, mitra, báculo, ou coisas semelhantes?
Se não, quando foi que a tradição das igrejas institucionais buscaram adotar esses apetrechos?
Afinal, que coisa é a Igreja de Cristo? Como a Igreja de Cristo é definida, com sustentação clara e inequívoca no Novo Testamento?

A Igreja de Cristo não é uma "sociedade perfeita", como querem alguns, para justificarem a Igreja-Estado, imitadora do Império Romano, cuja estrutura apresentava o Imperador como deus, ficando fácil transpor a função do Supremo Mandatário da Igreja, como substituto de Cristo na terra (vigário de Cristo), impondo sobre as mentes simples uma posição herética, à luz do evangelho de Jesus.

A Igreja de Cristo é a totalidade das comunidades de irmãos que existem em qualquer parte da terra, que reconhecem e confessam a Jesus Cristo como o Filho do Deus Vivo, e que se reúnem na comunhão da fé Evangélica e Apostólica, na submissão dos Princípios das Leis Divinas, na sagrada instituição do Sacerdócio e nos Sagrados Sacramentos, com a firme certeza de que Nosso Senhor Jesus Cristo é o único cabeça da Igreja, porque assim expressam os evangelhos e nos ensina São Paulo.:"Porque ninguém pode por outro fundamento, fora aquele que já está posto, o qual é Jesus Cristo" (I Cor 3:11)."


Pode-se perceber logo, que as políticas ideológicas de grande parte de "igrejas institucionais" estabelecidas, por mais influentes e poderosas que sejam, não se enquadram na definição evangélico-apostólica de Igreja de Cristo. A natureza da Igreja de Cristo, é sim, católica e apostólica; mas isto nada tem a ver com o título católica apostólica das igrejas institucionais históricas.
Poderá as igrejas institucionais que se intitulam como católicas e apostólicas, nada terem de subsistente como católicas e apostólicas; pois quando se fala da natureza "católica" da Igreja de Cristo, está se referindo à lide salvacional cristã oferecida a toda e qualquer categoria de pecadores, sem distinção de cor da pele, sem distinção de nacionalidade, sem distinção de idade, sem distinção de sexo e de sexualidade, sem distinção do status pessoal, social, cultural, político e econômico. Semelhantemente, quando se diz que a Igreja de Cristo é de origem Apostólica, está se referindo que ela, a Igreja de Cristo, se firma na tradição de disciplina, ensinos e costumes transmitidos pelos doze apóstolos do Senhor, acrescidos do ministério de Paulo; e isto buscando o que se consubstancia no contexto do Novo Testamento e que esteja de harmonia com o ensinamento dos quatro evangelhos canônicos. Logo não há dificuldade alguma para um Ministro Cristão, Presbítero, Padre, Reverendo, ou Abuna, não importa o nome pelo qual ele se categorize, saber se a sua conduta está coerente com as ordenanças cristãs apostólicas, ou se está seguindo o "canto da sereia". Há que haver disciplina do estudo bíblico e prática de vida virtuosa, notadamente orientada no Novo Testamento. Não se está cobrando que o Ministro Cristão seja teólogo, está se pedindo que ele conheça e pratique a Palavra de Deus conforme Jesus Cristo no-la propôs.
Avalie a sua vida ministerial. O que move você? As vestes coloridas? os paramentos suntuosos? as cerimônias teatrais tocantes? o desempenho do cerimonial litúrgico impecável na língua que ninguém da sua comunidade entende? ou move você os rituais de origem mundana, perpetuados nas igrejas institucionais por heranças dos mitos pagãos, como o mitraísmo, o carnaval de Veneza, as calendas latinas, o desvario dos Césares? Ou move você a importância social do status de ser ou parecer com uma instituição eclesial, que através da história tem buscado a qualquer preço manter a hegemonia em terreno de religião cristã, mesmo que para isso tenha que patrocinar Cruzadas assassinas, Tribunais Inquisitoriais injustos, descaridosos e sem justiça, e usurpar a função do Espírito Santo, único a quem Jesus Cristo nos outorgou para não nos deixar na orfandade espiritual?
Pensem meus filhos, a quem eu considero como Abunas, nas Comunidades do Povo de Deus, que formam a Verdadeira Igreja de Cristo espalhadas pelo solo deste planeta sofrido. Façam escolhas ao lado de Jesus Cristo, de direito e de fato; de direito porque vocês foram ungidos para o Ministério Cristão legítimo, e de fato, porque o caminho apontado por Jesus Cristo em seu evangelho é fácil de ser percebido e deve ser a nossa trilha.
Abandonem as galas, os estrelismos, as frescuras palacianas e eclesiásticas, as rubricas tradicionais sem sentidos espirituais e teológicos! Chega de tanta fantasia eclesiástica. Busque a singeleza de uma túnica branca e uma estola, denotando apenas higiene, respeito e ordem no culto, Se preocupem sim, com o que vocês estão fazendo que tem respaldo no Novo Testamento. Ensinem o Povo de Deus que caminham com vocês nas Comunidades Eclesiais a estudarem o Evangelho Libertador de Jesus Cristo e a pô-lo em prática em suas vidas e de suas famílias. Ponham o Evangelho nas mãos do povo, coloquem o Novo Testamento como livro normativo da vida cristã apostólica, aprofundem a contextualização doutrinária nas Sagradas Escrituras. Tenham cuidado com as crenças fetichistas das bases populares, pois além de serem incompatíveis com os ensinamento cristãos, elas podem fomentar desequilíbrios psíquicos. Tenham cuidado com os fenômenos devocionais psíquicos e anímicos, pois eles podem desviar um devoto piedoso do vínculo com os anjos de Deus e substituí-los pelo vínculo com os demônios, tanto os de natureza humana já desencarnados, como os elementais da natureza com os quais se constrói afinidades; e em qualquer caso, todos escravizam o crente fiel e o desvia da rota da salvação cristã.
Que Deus em sua misericórdia e bondade, nos abençoe a todos, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém
Dom Felismar Manoel - Bispo Primaz
Duque de Caxias, RJ - 04/10/2013
Mosteiro Compaixão Sagrada


Comemorando o Ministério de Francisco de Assis

sábado, 5 de outubro de 2013

Ter Compaixão pela Atmosfera da Terra


Catolicismo Apostólico Salomonita
Diretório de Espiritualidade Litúrgica - Ano Eclesial 1986 (2012/13)


Cores Litúrgicas:
1 - Azul Celeste (Estação Primavera - Festa das Flores) -
A cor litúrgica azul celeste simboliza a alegria pelos nossos propósitos formulados diante de Deus, conjugados com o dinamismo da natureza que faz florescer os vegetais na garantia da frutificação e sementes continuadoras da vida, dom sublime do Deus Vivo e Verdadeiro.
2 - Cinza - Nos Oficios Penitenciais, de Tristeza e/ou Luto;
3 - Branco - Substitutivo de todas as cores e simbolizando a Integralidade, a Alegria, a Pureza e a Fé Espiritual.

Atualização dos Mistérios de Deus Intervindo na História da Humanidade:
II Movimento - Arco Ascendente - Antropotéia -
A pessoa humana Jesus de Nazaré, se manifesta como Filho de Deus, anuncia seu evangelho de libertação, consuma o processo de redenção humana e edifica sua Igreja como seu Corpo Místico compondo o Mistério da Comunhão dos Santos.
O ser humano se espiritualiza na Comunhão com Deus mediatizada pelo Cristo, cristificando-se para retornar ao seio da Deidade Absoluta.



Espiritualidade Litúrgica

III Tempo - Dinâmica da Martiría Eclesial Cristã -
Período da Compaixão por todas as Criaturas de Deus.

- 45ª Semana do Ano Eclesial 1986 -
- 06/10/2013 - VI Domingo da Compaixão.

===> Ter Compaixão pela Atmosfera da Terra.

===> Ministério das Hierarquias Espirituais de Deus: Ordens
dos Querubins, dos Tronos e das Virtudes.

===> Jesus Cristo afirma que nós, enquanto seus discípulos, somos o sal da terra se praticarmos as virtudes cristãs, e somos a luz do mundo se vivenciarmos e anunciarmos as verdades do seu evangelho.

===> Nós cristãos formamos o Verdadeiro Corpo Místico de Cristo, a Comunhão de todos os Santos no passado, no presente e no futuro, unidos no amor de Cristo, praticando as virtudes cristãs e vivenciando as verdades ensinadas em seu Evangelho Libertador.

* * * * *

Bendize, ó minha alma,
ao Senhor!
Senhor, Deus meu,
como tu és magnificente:
sobrevestido de glória e majestade,
coberto de luz, como de um manto.
Que variedade Senhor, nas tuas obras!
Todas com sabedoria as fizeste;
cheia está a terra das tuas riquezas.
A glória do Senhor seja para sempre!
Exulte o Senhor, por suas obras!
Bendize, ó minha alma, ao Senhor!
Aleluia!
Salmo 104: 1,2 , 24, 31.


Estamos na 45ª semana do ano eclesial 1986, no VI domingo da compaixão, quando o Hemerológio Cristão nos propõe ter compaixão pela atmosfera da terra. Nesta tarefa temos o privilégio de poder colaborar com o Ministério das Hierarquias Espirituais de Deus, das Ordens dos Querubins, dos Tronos e das Virtudes, que segundo a tradição da Cabala Hebraica, tem a missão de velar pela boa ordem da criação de Deus.

Não é costumeiro em nossa cultura popular saber o que compõe a atmosfera da terra; isto dificulta em parte o trabalho pastoral, no sentido de que os eclesianos entendam a nossa responsabilidade, enquanto discípulos de Cristo, de colaborar com a saúde do nosso planeta, com ações solidárias às funções dessas regiões, também como criaturas de Deus, posto que criadas pela seu poder.

Vamos expor alguns elementos de compreensão dos componentes da atmosfera da terra:
1 - A partir da nossa crosta onde vivemos, surge o espaço da troposfera, cerca de mais ou menos 12 Km a partir do nível do mar, com uma temperatura que vai dos 40 graus positivos até mais ou menos 60 graus negativos;
2 - Logo a seguir vem a camada de ozônio, constituinte do filtro que nos protege das radiações solares que extinguem as condições da vida no planeta;
3 - Na sequência vem a estratosfera que vai dos 12 Km da troposfera até os 50 Km, com uma temperatura que vai dos 5 graus negativos até os 70 graus negativos;
4 - Segue logo a mesosfera atingindo até os 80 Km a partir da superfície do solo, com uma temperatura que oscila entre os 10 graus negativos e 100 graus negativos. Ai ocorre o fenômeno da luminescência;
5 - Segue agora a termosfera que vai até 500 Km da superfície do solo, com um aquecimento que pode chegar até 1000 graus positivos;
6 - Segue a exosfera, em torno de 800 Km acima do solo, com uma temperatura de 1000 graus positivos, a partir de onde as partículas se desprendem da ação da gravidade da terra. É nesta região que se encontram os satélites de comunicações e os telescópios, ou outros instrumentos de pesquisas. Aí ocorre o fenômeno da aurora boreal.
7 - A partir daí começa o espaço sideral, em um ponto de vista a partir do planeta terra, a habitação humana que Deus nos deu para o nosso progresso e desenvolvimento.

Diversos comportamentos de nossa cultura atual, o estágio de nosso desenvolvimento industrial, científico e tecnológico, nossos hábitos sociais e até religiosos, afetam as condições funcionais dessas dimensões da atmosfera da terra, principalmente as ações antrópicas que comprometem os níveis da camada de ozônio entre a troposfera e a estratosfera, como vem acontecendo ultimamente com as queimadas de florestas, os gases liberados pelas indústrias, pelos nossos carros e coisas do gênero.

Quando Deus criou o universo e dotou o planeta terra dessas condições oferecidas pelas funções dessas dimensões da atmosfera, Ele, Deus, oferecia a nós aqui da terra, as condições para a sobrevivência de todos os seres vivos (a biosfera), bem como para a nossa evolução, desenvolvimento e plenitude de vida, a Zoesia, a vida plena oferecida por Jesus Cristo.

É preciso espírito de mansidão, espírito de compaixão, espírito de solidariedade, espírito de obediência, espírito de temor do Senhor e respeito pela ordem criada, envolvendo nossos hábitos e costumes, para que possamos herdar a terra, nós atuais e as futuras gerações.

Sejamos obedientes a Deus, pró ativos com as regras naturais de manutenção da ordem criada. Assumamos um espírito de Pastoral Ecológica Cristã, colaborando com as Hierarquias Espirituais de Deus, com as Ordens dos Grandes Seres que cuidam da criação de Deus.

Que o Deus Tri-uno abençoe a todos, em o nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.
Dom Felismar Manoel - Bispo Primaz
Catolicismo Evangélico Salomonita
Visite o site: www.icai-ts.org.br
felismarmanoel@gmail.com



terça-feira, 1 de outubro de 2013

3 - Legião de Cristo Rei

Devoções Particulares no Catolicismo Salomonita



Das Linhas de Espiritualidades e Devoções Particulares no Catolicismo Apostólico Salomonita


Sabemos que em todas as comunidades religiosas, principalmente nas de bases populares, existem as devoções particulares cooptadas pelo zelo pastoral dos pastores e bispos, as chamadas popularmente de "irmandades"; mas estas não podem se distanciarem dos ensinamentos de Jesus Cristo revelados em seu Evangelho. A Igreja de Cristo não pode cultivar doutrinas que não são de Cristo e dos apóstolos.

As orientações dos apóstolos de Cristo privilegiam a Igreja Local, onde as congregações de fiéis podem se organizar em Células Eclesiais (irmandades, congregações, confrarias, cruzadas, entre outros) com funções e ministérios especiais; são grupos que se reúnem durante a semana nas casas de alguns membros (ou até mesmo no templo matriz) para as suas tarefas específicas, de acordo com seus princípios e estratégias) definidos em suas Constituições aprovadas pelos Bispos Diocesanos e recomendadas pelos Reitores das Comunidades Paroquiais, mas todos devendo compartilhar dos Oficios Dominicais na Matriz da Igreja Local.

Estas Células são organizadas através de uma Constituição Eclesial Comum, sob o beneplácito do Bispo, recomendadas pelos Reitores Paroquiais, sendo portanto de "direito diocesano", não constituindo em Pessoas Jurídicas de Direito Privado; nelas se definem suas Diretorias Funcionais, nas figuras do Zelador ou Zeladora, Tesoureiro ou Tesoureira e do Vogal ou da Vogal.

O Catolicismo Apostólico Salomonita desenvolveu, ao longo do tempo, várias Linhas de Vivências Ministeriais de Espiritualidades Devocionais Particulares, que funcionando como células eclesiais, oferecem uma grande contribuição à vida espiritual da Igreja Local, principalmente na prática das Bem Aventuranças proclamadas pelo Cristo de Deus em seu evangelho e da prática da dinâmica missionária nas comunidades.

Na sequência das quartas-feiras, irei apresentar cada uma delas, como segue:

3 - Legião de Cristo Rei

Os Legionários de Cristo Rei desenvolvem uma Espiritualidade Devocional centrada em Jesus Cristo, tendo-o como Filho de Deus, Único Senhor e Rei do Universo.
Os Legionários de Cristo Rei se esforçam para por em prática as bem aventuranças do Reino de Deus na terra, conforme consta do Sermão da Montanha, sendo este o seu ministério especial.

Podem fazer parte desta legião os eclesianos e eclesianas de qualquer identidade de gênero.

Os legionários mantém um encontro durante a semana na casa de algum membro da comunidade que deseja recebê-los, para estudar o evangelho, orar e planejar as estratégias de trabalho na prática das boas obras do Reino de Deus, que irão executar durante a semana, ou nos fins de semana, preocupados em socorrer as pessoas em suas necessidades, com humildade, amor e caridade cristã.

Aos domingos todos se encontram no culto oficial da paróquia, usando a sua Comenda Sacerdotal na cor branca colocada sobre as vestes.
A comenda simboliza a participação do crente fiel no sacerdócio universal de Cristo e a cor branca simboliza a virtude da pureza de caráter do homem Jesus, que deve ser imitada por todos os legionários.
A comenda é feita de tecido, tendo o formato de uma estola, mas com as pontas unidas por pontos de costura em seus extremos (pois o trabalho dos legionários se faz em união com seu bispo), de tamanho menor que a estola sacerdotal; elas tem uma cruz no centro (ficando atrás do pescoço quando em uso) e duas cruzes, uma em cada ponta, na frente do peito, terminando na região próxima ao umbigo.

Que Deus abençoe a cada um de vocês. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém

Dom Felismar Manoel - Bispo Primaz do Brasil
Catolicismo Evangélico Salomonita
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