quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Evangelicidade e Catolicidade: Bitolas Doutrinárias da Igreja de Cristo.

Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim, como já dissemos,  e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além  daquele que recebestes, seja  anátema.(Gálatas 1:8 e 9)

As diversas denominações religiosas, consideradas  famílias espirituais, que compõem a Igreja de Cristo, pelo fato de serem partes da mesma Igreja de Cristo, embora tenham algumas singularidades identificatórias, não podem fugir de dois princípios balizadores de suas crenças básicas: a evangelicidade e a catolicidade.
Vemos no texto introdutório, uma mensagem do apóstolo Paulo na sua orientação para os gálatas, onde afirma que nem mesmo um anjo do céu poderá  trazer alguns aditivos ao evangelho de Cristo. Tradicionalmente, o cristianismo reconhece como ensinamentos propostos por Jesus Cristo, as versões dos quatro evangelhos, segundo Mateus, Marcos, Lucas e João. Neles estão contidas as crenças básicas possíveis em uma igreja autêntica e genuinamente cristã.
É verdade que estes textos foram escritos na língua grega, predominantemente; em uma época conhecida, em uma cultura conhecida e com instrumentos civilizatórios conhecidos; portanto, com possibilidades de serem submetidos a traduções seguras, seguindo os preceitos exegéticos e hermenêuticos. Entretanto, as opiniões (doxas) interpretativas das aplicações práticas desses ensinamentos, podem trazer variedades e singularidades em consequência dos ajustamentos que as pessoas, ou grupos de pessoas, fazem desses ensinamentos, por também serem singulares e  com capacidades de se afinizarem com determinadas ideologias que subjazem em todas as instituições culturais humanas, enquadrando-se as denominações religiosas no perfil de instituições culturais. Isto permite que na Igreja de Cristo haja a variedade, sem necessariamente fugir da unidade. É preciso que não se perca o princípio da unidade: que toda a diversidade convirja para a unidade com o Cristo. Nele todos nós partilhamos a Comunidade da Trindade Santíssima, na Comunhão com o Pai, com o Filho e com o Espírito Santo, aqui e agora nesse período transitório e em toda a Eternidade de Deus.
Nossas denominações não devem congelar dogmas eternos, mas doxas que conservem abertura para o aperfeiçoamento, tanto na nossa compreensão, como na nossa adesão aos ensinamentos do Cristo, à luz da assistência que o Espírito Santo traz para a regeneração dos humanos e o progresso das ciências, das artes, das tecnologias. Por isso, a Igreja de Cristo é assembléia em consenso, em nome de Cristo, em vivência com o Cristo, por mediação de Cristo junto ao Trono da Graça de Deus. Aí reside o poder das chaves, que liga o céu e a terra.
Nenhuma crença espiritual poderá fugir da bitola do Evangelho de Jesus, pois ele é o balizador dos doxas que sustentam as crenças de cada denominação e as crenças sustentam a fé nas coisas espirituais de cada individuo, de cada grupo, de cada denominação. E não poderá haver nessa questão diversidade, pois haverá uma só fé, haverá um só batismo, haverá um só evangelho e um só Senhor, Jesus Cristo, o Filho do Deus Vivo.
A catolicidade é um outro balizador, para o conjunto de crenças e práticas das denominações religiosas, que se enquadram verdadeiramento na Igreja de Cristo. A catolicidade é a própria natureza dos ensinamentos de Cristo, e portanto, da sua Igreja. Diz o evangelho segundo João, ... importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna. Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.(João 3:14-16)
Pode-se perceber com clareza, que Deus deseja a salvação de todas as pessoas humanas, que o seu Filho Unigênito, Jesus Cristo, oferece a salvação para todas as pessoas, residindo aí a catolicidade dos seus ensinamentos, das suas propostas salvacionais. O Cristo de Deus em seu evangelho, traz libertação para todos os humanos de boa vontade, basta aceitar o seu plano salvador e se enquadrar nas suas diretrizes. Ele, o Cristo oferece a verdadeira alforria para o pecado, na vida individual, familiar, social, patriótica e no contexto planetário do nosso mundo multicultural e globalizado. A sua salvação é católica, porque é universal, em termos francos, fraternos, oferecida às crianças, aos jovens, aos adultos, aos velhos; a sua salvação é católica, porque oferecida a todos os gêneros, a todas as raças, a todas as etnias, a todas as culturas, a todas as sociedades;  a sua salvação é católica, porque oferecida aos ricos, aos pobres, aos que nada possuem, aos sem tetos, aos sem lares, aos sem pátrias, aos párias, aos rejeitados, enfim aos deserdados de tudo. Por isso a salvação de Cristo é católica, o ensino de Cristo é católico, e em consequência, as doutrinas das denominações que compõem a Igreja de Cristo são católicas.
A Igreja de Cristo, nas suas diferentes e diversas denominações religiosas, em questões de fé e práticas espirituais, terá que sustentar a evangelicidade e a catolicidade, sem o que, correrá o risco de ser o grêmio religioso de alguém que não seja o Cristo.
Examine, caro irmão, ou cara irmã! Como está a sua idiodoxia (conjunto de crenças) denominacional? Ela se sustenta na evangelicidade e na catolicidade do ensinamento de Cristo? Caso conclua que não, procure o Cristo de Deus, único nome posto, pelo qual devamos ser salvos. Sua salvação é generosa, gratuita, como um dom de Deus, é católica posto que é para todos os pecadores, é evangélica porque revelada pelo Divino Logos, o Verbo de Deus encarnado, que do céu veio para nos trazer a libertação na pessoa de Jesus Cristo.
   Que Deus nos abençôe  a todos!
           Dom Felismar  Manoel
Catolicismo  Evangélico  Salomonita
    Visite o site: www.icai-ts.org.br




quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Padroeira! Devocionismo, Animismo e Ideologias!

Se a mãe de Jesus de Nazaré, a Maria de Nazaré, a excelsa virgem mulher, que foi achada em graça diante de Deus, que se colocou na condição de serva para o plano de Deus, que deu à luz a Jesus Cristo, que lhe dispensou os cuidados de mãe, que participou de sua vida social e que junto a ele interviu a favor dos aflitos, que sofreu com todo o martírio de seu filho, que alegrou com sua ressurreição e ascensão, que recebeu o batismo do Espírito Santo naquele pentecoste em Jerusalém, que morreu na fé anunciada por seu filho, e que, em espírito partilha da salvação dos eleitos, como membro da Igreja do Filho de Deus, que na encarnação humana é também seu filho; se esse espírito excelso,  considerada a bem aventurada entre todas as mulheres, fosse a Padroeira do Brasil, se justificaria com certo aprumo e lógica. Mas não é o que ocorre no caso de "Nossa Senhora Aparecida", pois a virgem mãe de Jesus não é a Aparecida, a dita Aparecida é uma imagem de barro, que foi "descarregada" nas águas, porque teve seu pescoço quebrado, separando a cabeça do corpo.
No imaginário popular do interior brasileiro, descarrega-se as imagens femininas danificadas nas águas e as imagens masculinas são descarregadas, ou nas portas dos templos, ou nos pés dos cruzeiros, dispersos pelas várias regiões do país. E é claro, a imagem de barro no fundo do rio por longo tempo, mudou de côr, ficou preta, mas trata-se de uma imagem, que foi guardada por quinze anos pelo seu  pescador, que quando mudou de casa deixou-a com seu filho, este desenvolveu seu culto.
Compreende-se esse comportamento pelo devocionismo popular, tendente ao fetichismo, embora claramente proibido nos dez mandamentos da Lei de Deus, conforme nos relata as Sagradas Escrituras, no livro Êxodo, capítulo 20. Existe um certo fenômeno de "messianismo", alimentador de esperanças, nas comunidades muito sofridas, que pode levar a esse comportamento, sendo dever pastoral dos Ministros da Igreja empoderar esses cristãos para a maturidade da fé. Fenômenos anímicos diversos podem surgir nesses ambientes de devocionismo fetichista, alimentando as ideologias que surgem no imaginário popular, que muitas das vezes confere às instituições religiosas  e ao seu clero, conveniências, quer como fontes de recursos, quer como hegemonia dirigente, quer como fonte de poder junto às massas.
 É triste constatar que a ênfase pastoral devocional, às vezes tem mais compromissos com as ideologias institucionais, que com as fundamentações teológicas do evangelho libertário de Jesus Cristo.
A Igreja Institucional, seu clero, seu arsenal estratégico, tem excelentes condições para a evangelização verdadeira, que traga  a libertação da massa devota popular  rumo a salvação integral da pessoa humana. Vê-se com tristeza, uma massa devota, mas ignorante com relação aos ensinamentos verdadeiros de Jesus Cristo.
É lamentável que alguns cristãos elejam como padroeira do Brasil uma imagem. Não se percebe nesses cultos marianos, em sua grossa maioria, uma distinção, entre Maria a mãe de Jesus Cristo e as imagens. As devoções são dirigidas verdadeiramente às imagens, constituindo um agravante para os católicos, posto que eles conhecem os livros das Sagradas Escrituras. Não há como conciliar a franca desobediência ao decálogo divino mantida pelo culto às imagens, sob o beneplácito de padres, bispos e papas, com a fidelidade séria ao Comissionamento de Jesus Cristo para o seu Sagrado Ministério na terra. Arruina-se as possibilidades de salvação espiritual de inúmeras almas, por infidelidade  doutrinária, e usurpa-se do legítimo exercicio do pastorado de clérigos que receberam a genuína  sucessão apostólica, para serem fiéis a Cristo, mas que condicionam esse exercício a serem súditos de um imperador  estatal com pretensões hegemônicas, através de uma empresa multinacional.
Conclamo a todos! Devotem suas reverências ao Deus Todopoderoso, a Jesus Cristo seu Filho, e ao Espírito Santo, que poderá acolhê-los verdadeiramente. Abandonem os cultos às imagens de santos e santas, pois elas são peças construídas pela arte e engenho de alguns, mas são impotentes em ordem à salvação espiritual.
Se atenção e carinho tiverem para com os santos de Deus, que sejam os humanos que não se  contaminaram com o  mundo e permaneceram no mundo, para nele ser a sua luz e o sal da terra.  Que tenham carinho para com os santos que estão na glória do Pai, como concidadãos que conseguiram a vitória por terem sido fièis até o fim, mas não como salvadores. Somente Jesus Cristo foi posto, único nome pelo qual devamos ser salvos. Jesus Cristo é o Rei do Mundo. Ele é o nosso verdadeiro padroeiro e comprou esse padroado com o preço da sua vida, o seu precioso sangue derramado no sacrificio da cruz. Se tiverem carinho por Maria, o espirito que julgamos estar no céu, ouçam o que ela disse aos servos naquele casamento, em que esteve na companhia de seu filho: "Fazei tudo o que Jesus mandar", e o que ele mandou está escrito nos evangelhos. Leiam o evangelho para conhecer o que Jesus Cristo nos ensina.
   Que Deus nos abençôe  a todos!
            Dom Felismar  Manoel
Catolicismo  Evangélico  Salomonita
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

LIVRES! POR QUE? PARA QUE?


Com o título acima, estas palavras abaixo, foram proferidas pelo Venerável Bispo Manoel Ceia Laranjeira, em 1951, ao iniciar os trabalhos da Diocese do Catolicismo Evangélico Salomonita no Rio de Janeiro, em sua fase pré-romana, antes do malogrado e nefasto ecumenismo encetado com a Igreja de Roma. Reflitam meus irmãos, sobre sua mensagem e encham seus corações de amor por esta chama de luz,  que ainda hoje temos o privilégio de manter acesa, graças à Deus.
 Estamos seguros de que, os que se afirmam seguidores, súditos, daquele que se diz vigário de Cristo na terra, na verdade estão seguindo a pessoa que se manifesta como Chefe de um Estado,como  Mandatário de uma Instituição, como Monarca de um povo, que embora invoque o nome de Deus, verdadeiramente se subordina, a ouvir a sua voz divina somente através da concordância, do “imprimatur, do nihil obstat”, de quem  abdicou de ser um  Comissário de Jesus Cristo para ser o Soberano Mandatário de consciências alheias, por cujo fato prestará contas um dia ao Tribunal Divino. Oremos a Deus para que todos eles se convertam e aceitem a Jesus Cristo como o Único Senhor e Salvador e que a divina misericórdia perdoe os pecados de todos nós.   Eis o texto:
            " Católicos,  sim, mas também livres."
 "Livres, pela confiança na validade absoluta do sacrifício na cruz para a salvação individual e social.
Livres, na valorização dos fiéis, pela sua integração no culto, que deixa de ser  um ato de afirmação de poderio clerical, para ser, como originariamente, um ato religioso e social, de que o povo participa mediante a liturgia na língua nacional (Ritual Brasiliense).
Livres, na valorização dos ministros, que deixam de ser uma espécie de alimárias, mudas, amordaçadas, para se tornarem  homens, homens livres, responsáveis, com o direito de pensar e expressar o seu pensamento, e com o direito de serem integrados na vida nacional mediante a família legitimamente constituída, segundo a regra divina e o exemplo apostólico.
Livres, para proclamar a todos os homens o santo evangelho da livre graça de Deus, e o livre acesso das almas crentes a Deus, sem embargos humanos artificiais.
Livres, para dar aos sacramentos o seu verdadeiro sentido, o seu verdadeiro valor,  como selos de Deus, e não como marcas de propriedade humana de padres ou de seitas; para mostrar que o Santo Batismo, em nome de Deus, confere ao homem um título sagrado, inviolável, e que coloca o batizado em direta relação com Deus, independente dos agentes humanos e os seus caprichos;  que a Eucaristia é um pacto social, novo, livre, no plano superior em que as almas crentes reafirmam sua união com Deus e a universal irmandade dos crentes, acima de qualquer política de clérigos ou de seitas que se julgam no senhorio das almas; que as sagradas ordens do ministério são selos divinos, sacramentais, sagrados, invioláveis, e não meros mandatos políticos de bispos ou de seitas; que o sacramento da penitência é destinado à cura e a saúde das almas, e não artifício para as manter na condição de perpétua invalidez; para pôr  sem medo as Santas Escrituras nas mãos do povo e ensina-lo a ler com reverência e proveito a mensagem do Pai celestial.
Livres, para estender a todos os homens, e em particular aos que professam a mesma fé cristã, termos de leal e respeitosa fraternidade, independente de qualquer política de bispos, patriarcas, de papas ou de seitas.
Livres, para seguir desassombradamente a nossa vocação cristã em terras do Novo Mundo, sem necessidade de importar para aqui odiosidades e preconceitos de outras eras, de outros povos e outros climas.
Livres, para servir a toda humanidade, nos termos livres do novo pacto social, firmado no sangue da redenção, e sem esquecer – lembremos bem! – da nossa especial obrigação para  com a pátria brasileira.
Livres, porque cremos na fraternidade universal dos crentes e das nações. E esta fraternidade só é possível entre homens livres, igrejas livres e povos livres.
Livres, enfim, porque esta é a única maneira em que poderá subsistir e triunfar a santa fé católica e apostólica em nossa pátria e no mundo em nossos dias".   
   Que Deus nos abençôe  a todos!
           Dom Felismar  Manoel
Catolicismo  Evangélico  Salomonita
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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A Falácia do Culto de Dulia



Então, falou Deus todas estas palavras: Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.  Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o Senhor, teu Deus,  Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos. Êxodo 20:1-6 (Almeida, revista e atualizada, 2ª edição).

O mandamento de Deus é claro e não permite nenhuma confusão. Não existe na terra nenhuma autoridade que tenha poder de anular, ou modificar a palavra de Deus; não existe nenhum concílio, nenhum patriarca, nenhum papa, nenhum bispo, nenhum pastor, nenhum magistério ou coisas parecidas, que tenha poder legítimo para alterar os estatutos de Deus para os humanos. Qualquer que o faça é um usurpador e terá que prestar contas ao tribunal divino.
Há uma tendência nos humanos, de se apegarem a objetos materiais de modo devocional, atribuindo-lhes culto, de modo idolátrico, subvertendo a ordem e prescrição divina de só se prestar culto a Deus, único Ser que deve ser adorado, venerado, cultuado.
No contexto da história devocional do ocidente, surgiu uma vertente tentando justificar o culto  proibido por Deus, de imagens e de santos (espíritos de cristãos já falecidos), como se eles fossem corretos, atribuindo-lhes a categoria de   "dulia e/ou hiperdulia" , como se fossem diferentes da adoração devida a Deus.  Mera falácia, ou até mesmo um sofisma intencional para iludir a boa fé do povo simples. Vejamos:
 "douleía ou doulia"  são palavras da língua grega, usadas pela língua latina, cujo significado é "escravidão, servidão, submissão, dependência". Esses atributos, nós só o devemos ao Deus e Senhor Todopoderoso e jamais aos espíritos dos santos que estão na região celeste, pois também eles são servos de Deus como nós aqui, todos nós remidos pelo sangue do Cordeiro Imaculado de Deus;
Se deslocarmos esse culto para as imagens e ícones, o pecado fica mais grave e grosseiro, pois que tipificada idolatria material se caracteriza;
se apelarmos para a idéia da veneração, entendida como  "o respeito pelas coisas santas", o termo grego é  "sebasis ou sebasia", embora não se justifique, nada tem a ver com o tal de culto de dulia;
se ainda deslocarmos para a idéia da "estima respeitosa", a palavra grega é "therapéia" e nada tem a ver com enganoso culto de dulia;
a virgem Maria, chamada bem aventurada por todas as gerações, tem um culto especial, a "hiperdulia", significando que temos para com ela uma relação de  "super dependência". Não se trata de atribuir a Maria o honroso lugar que ela tem no cristianismo, mas de criar um outro sistema salvacional dependente de Maria; além do mariologismo exagerado, ele vem também com uma mariolatria, um endeusamento, com certeza reprovado pela verdadeira mãe de Deus em sua encarnação humana, já que ela  nos orienta para fazermos tudo o que o seu filho primogênito Jesus, o Cristo Unigénito de Deus, nos manda, conforme relata os evangelhos. É claro que esta mariodulia, que não deixa de ser uma mariolatria é aprovada pela legião de espíritos que formam a  "egrégora mariana" e aparecem para os videntes animistas, como se fossem a virgem Maria, alimentando este espiritismo paralelo do catolicismo popular, com o beneplácito de bispos e padres, até porque este sistema carreia lucros para as instituições eclesiásticas e alimenta a relação de dependência do suposto fiel ao próprio mecanismo usurpador.
O Evangelho libertário de Cristo, é colocado para escanteio, em favor das  devoções supersticiosas e tendenciosas; a conversão perene  a  Cristo e a experiência pessoal com Deus, é substituída pela bajulação santoral e o estacionário culto às falsas divindades de seres, em cujas vidas, em sua maioria, discordantes desses cordões de devoções  escravizantes e espúrias.
Há hoje, uma franca desobediência aos preceitos bíblicos e evangélicos, reinante nos ambientes católicos. Urge que o verdadeiro catolicismo cristão se volte para as orientações evangélicas, conforme Jesus Cristo nos deixou na voz dos apóstolos e discípulos. Urge que as verdadeiras hierarquias dos diversos catolicismos existentes, se voltem para a única autoridade legítima da Igreja Cristã, o próprio Jesus Cristo, e se submetam às diretrizes traçadas nos evangelhos. Abdiquem do falso poder que pensam ter, pois somos todos apenas Comissários de Cristo, para pregar o seu evangelho a todas as criaturas, até os confins da terra; teremos que prestar contas do nosso exercicio pastoral ao tribunal divino, pois graças a Deus, não existem verdadeiramente nenhum vigário de Cristo na terra, a não ser a segura orientação do Espírito Santo, a quem não devemos resistir, para atender a interesses  espúrios.
Busquemos meus irmãos bispos, padres, diáconos, pastores, ministros e crentes fiéis sinceros, nos orientar pela vivência dos ensinamentos evangélicos, nos submetendo e conduzindo o nosso ministério de acordo com as diretrizes do meigo Rabi da Galiléia, pois Ele é na verdade o Filho do Deus Vivo, e somente Ele tem Palavras de Vida Eterna.
    Que Deus nos abençôe  a todos!
           Dom Felismar  Manoel
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A Presença de Cristo no Mundo

   
  
Ide, portanto, fazei discípulos de todas   as
nações, batizando-os em nome do Pai, e do
Filho, e do Espírito Santo;  ensinando-os   a
guardar todas  as  coisas   que   vos   tenho
ordenado.  E  eis que estou convosco todos
os dias até a consumação dos séculos.
                    Mateus 28: 19-20


Teologicamente costumamos afirmar que a Igreja é o sacramento da presença de Cristo no mundo. E isto ela o faz, pelo testemunho de amor e fidelidade a Jesus Cristo que oferecemos ao mundo, mediante o nosso  comportamento ostensivo em obediência às diretrizes do evangelho. Jesus Cristo afirma que quem o ama guardará a sua palavra, e que também o Pai o amará, e que Ele  e o Pai virão fazer morada na vida desse  crente fiel (João 14: 23).
Temos, enquanto membros da Igreja, o honroso privilégio de fazer Jesus Cristo presente no mundo, implantando na terra o seu reino de amor, de perdão, de paz, de luz, de santidade, de justiça, de fé, de esperança, de caridade, de solidariedade e fraternidade.
Quando a Igreja de Cristo na terra, nas pessoas dos seus membros, seus clérigos, suas hierarquias, seus magistérios, ou quaisquer outras estruturas, assumirem a responsabilidade de cumprirem os compromissos inerentes as justificativas de suas existências, abandonando as posturas de afirmações pessoais, de poder, de hegemonia, de imperialismos, de exclusividades, será possível perceber  através dela, a presença de Cristo no mundo;
O Cristo de Deus está presente no mundo, quando na congregação, dois, três, ou mais irmãos, se reunem em seu nome buscando o consenso na oração, na correção fraterna e na  tomada de atitudes em beneficio da maioria dos irmãos.
Quando os irmãos em suas reuniôes o  fazerem realmente em nome de Cristo, deixando de lado as fofocas, as intolerâncias aos diferentes, em verdadeira dinâmica de alteridade, preocupados em fazerem aquilo que Jesus faria se ali estivesse naquela hora, haverá com certeza a benção da presença de Cristo, trazendo a sua graça santificante sobre a congregação reunida em seu nome;
Jesus Cristo poderá também estar presente no mundo nas pessoas dos sofredores, esperando a solidariedade de todos nós, no cumprimento das máximas do sermão das bemaventuranças por Ele proferidas, semelhante a um programa de construção das misericórdias terrenas.
Quando as confrarias, associações, organizações religiosas, entidades do "Terceiro Setor", abandonarem os interesses particulares camuflados nas necessidades reais dos carentes, abandonarem o parasitismo social escondido no rol das carências  de pessoas verdadeiramente privadas de bens e assumirem o múnus que justificam as suas existências, agindo com equidade, solidariedade, fraternidade, cidadania e promoção humana, a presença de Cristo será sentida nas comunidades sociais, acenando para a existência do reino de Deus  que pedimos na oração do Pai Nosso.
Como pode perceber caro irmão, cara irmã, nós que nos dizemos cristãos, somos muito falhos em oportunizar a continuidade da presença de Cristo no mundo, conforme Ele próprio afirmou que estaria conosco em determinadas condições. As suas diretrizes em seu evangelho nos apontam caminhos, modos de conduzirmos, para contar com sua Santa Presença no Mundo. Clamamos por socorro dos Céus, mas via de regra, não nos posicionamos de acordo com os ensinamentos de Jesus Cristo, o enviado dos Céus, da parte do Pai, para nos apontar o legítimo caminho que nos conduz a Deus, Jesus Cristo, o único nome posto pelo qual devamos ser salvos.
    Que Deus nos abençôe  a todos!
           Dom Felismar  Manoel
 Catolicismo  Evangélico  Salomonita
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Aos Visitantes do Blog Evangelizando!

Iniciei minhas mensagens no blog Evangelizando não há muito tempo. Optei por um modelo simples de blog, que me facilitasse nas postagens das mensagens, posto que não tenho excelente performance no manuseio do referido instrumento de comunicação.
Estava meio desanimado com o trabalho, em razão de  apenas um comentário ter surgido no inicio  das postagens, o que me levou, na semana que passou, a fazer uma consulta aos registros estatísticos do blog. Fiquei surpreso com os dados encontrados sobre visitas efetuadas de diferentes regiões do planeta:      """ do Brasil - 562;  da Alemanha - 28;  dos Estados Unidos 23;  de Portugal - 4; de Cingapura - 3;  da Bélgica - 1;  da Espanha - 1;  e da India - 1""".  É claro que seria prazeroso receber um comentário do visitante, ou leitor, pois alimenta-me a idéia do diálogo. É verdade que a razão da existência do blog, é cumprir a missão do meu comissionamento pelo Cristo de Deus, de falar sobre as verdades do Reino de Deus, de anunciar o seu Evangelho libertário, conforme nossa idiodoxia denominacional entende   "ser a Igreja de Cristo". Entretanto, há uma certa gratificação, quando se sabe de que modo e quem está sendo o interlocutor da mensagem. Isto me leva hoje, a uma mensagem pessoal.  Desejo me dirigir a você, que por alguma razão visitou o blog Evangelizando:  Desejo sinceramente que você esteja vivendo na paz e no amor de Cristo, desfrutando da consoladora certeza de estar participando da "Vida Que Não Tem Fim", desde aqui-e-agora, pois que confessando a Jesus Cristo como o Filho do Deus Vivo, nesta época em que o mundo apresenta diferentes deuses falsos, mortos, que desviam e iludem a tantas pessoas;   desejo sinceramente que você mantenha alta fidelidade a sua fé em Jesus Cristo, congregando com outros irmãos na adoração ao Deus Vivo, na celebração da sua comunhão com o seu povo reunido no amor de Cristo;  desejo que você tenha a oportunidade de testemunhar em sua vida, das maravilhas de estar em comunhão com um Deus que permite uma vida experienciável com Ele;   desejo que você esteja em um ambiente de paz, onde se possa professar os valores da sua própria cultura, em plenitude de  cidadania, para manter a solidariedade entre os irmãos que caminham e a fraternidade entre as nações. Mas, se por acaso, isto não estiver acontecendo na sua vida, não se desespere, pois Cristo venceu o mundo, a morte e o pecado e oferece para todos nós a oportunidade de nos unirmos a Ele, em comunhão com  o Pai e o Espírito Santo, para que esta Trindade Santíssima venha fazer em nós a sua morada, e então desfrutarmos da paz de Cristo, que o mundo não conhece, nem nos pode dar.  Qualquer pessoa, seja qual for sua condição, poderá desfrutar da salvação que Jesus Cristo oferece, basta para isto crer que Ele é o Filho de Deus, manter fidelidade aos seus ensinamentos, conforme está escrito nos evangelhos e buscar o seu santo batismo.
A salvação em Cristo começa como  uma questão pessoal, entre o ser humano e Jesus Cristo, quando Ele constrói a sua Igreja no coração do pecador mediante a confissão sincera de que Jesus Cristo é o Filho de Deus. A pessoa que passa por esta experiência, alimenta um processo de conversão  buscando tornar-se uma criatura melhor que a  anterior, usando o próprio Jesus Cristo como modelo a ser seguido. Ora e busca a ajuda do Espírito Santo para operar em si a regeneração necessária e descansar na certeza da posse da Vida Eterna e dos Céus prometida pelo Filho de Deus. Torna-se praticante das boas obras, sabendo que a salvação  é operada pela Graça de Cristo através da fé, servindo as boas obras para construir o Reino de Deus na terra e para ampliar o seu galardão espiritual. A seguir esta salvação se torna congregacional, celebrada na comunhão com os outros irmãos, que também passaram pela mesma experiência salvacional. É na congregação que se celebra, com mais solenidade, a adoração a Deus e a sua plena comunhão com os seus filhos e filhas irmanados no amor de Cristo. A união e o consenso espiritual da congregação confere dons espirituais e testemunha o discipulado Cristão no mundo. A salvação cristã ainda assume o aspecto institucional, quando os cristãos se identificam como uma denominação eclesial, se organizando de acordo com as leis do pais, sob certas regras e crenças básicas, arcando com o ônus material, para a propagação das obras da Igreja Cristã no mundo.
Meu caro visitante ou leitor, o meu reconhecimento pela  acolhida, o meu pedido de orações para que consigamos manter a Igreja de Cristo sob as suas diretrizes legítimas, consoante seus ensinos evangélicos e a legítima tradição apostólica, conforme o Novo Testamento, conduzidos pelos eflúvios do Espirito Santo. O meu carinho  e as minhas preces a Deus a favor de cada um de vocês. Deus que conhece todas as coisas, conhece cada um de vocês e a Ele dirijo as minhas orações no sentido de que os abençõem ricamente, a cada um de vocês.
    Dom Felismar Manoel – Bispo Primaz
     Catolicismo Evangélico Salomonita
               www.icai-ts.org.br
        felismarmanoel@gmail.com

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Vocações para o Ministério Cristão !

             Catolicismo Evangélico Salomonita
        Texto revisado e ampliado em 04/09/2011



Você tem desejo de ser religioso ou religiosa? Você deseja ser  padre ou madre na Igreja de Cristo?
                                   Venha conversar conosco!
Para isso você não é obrigado a ser celibatário! Poderá estar no mundo sem ser do mundo! Você poderá ser casado, ou casada, solteiro, ou solteira!
 Os religiosos e ministros da Igreja de Cristo, não podem ser polígamos, nem ter  vida dissoluta, mas levar uma vida virtuosa, tanto casados, como  solteiros, como orienta o Novo Testamento Cristão.
Toda pessoa batizada participa do Sacerdócio Universal de Cristo, pois é membro do seu Corpo Místico, mas Jesus escolheu Apóstolos e Discípulos e os preparou durante três anos para o Ministério Cristão, comissionou-os para irem em seu nome na construção do Reino de Deus na terra, através da pregação do seu evangelho, da ministração do Santo Batismo e de outras Ordenanças Cristãs presentes nas atividades da sua Santa Igreja.
Em que consiste as ordenações dos ministros cristãos? Os primeiros ministros foram também os primeiros discípulos de Cristo. Eles receberam a imposição de mãos do Mestre Jesus para se tornarem Ministros, os apóstolos impuseram as mãos para ordenarem os bispos, presbíteros (padres),   diáconos e diaconisas e assim tem sido conservado esse rito de imposição de mãos e orações consagratórias, desde Jesus Cristo até nossos dias, para consagrar os Ministros Ordenados.
Se você deseja ser um Ministro cristão ordenado, na Igreja Católica Apostólica Independente de Tradição Salomoniana – ICAI-TS,  comprometida e atuante no CATOLICISMO EVANGÉLICO SALOMONITA, entre em contato com o Seminário Teológico Santo André – SETESA.    (felismarmanoel@gmail.com).
Você poderá fazer o Curso de Bacharel em Ministério Cristão, preparar-se para receber os graus de Ordem Menor e treinamento probatório com os Preceptores e depois iniciar nos graus de Ordem Maior, como diáconos  e diaconisas, podendo iniciar e assumir trabalhos em congregações que se desenvolverão para Igrejas Locais. A ordenação de presbíteros (padres) só é conferida aos candidatos do sexo masculino ainda, com vida centrada, equilibrada e virtuosa, não necessitando o celibato obrigatório. O santo diaconato é conferido também às mulheres que testemunham um padrão cristão de vida. Nossa Igreja ainda não aprovou a ordenação de mulheres para o presbiterato e o episcopado, embora isto acabará por acontecer, pois as mulheres tem desempenhado importantes papéis em todas as esferas da vida humana. Todos os Ministros de Ordem Maior, bispos, padres, diáconos e diaconisas, bem como os   graus de Ordem Menor dos Ministros da Liturgia (Sacramento, Palavra, Exortação e Vigilância), não exigem o celibato obrigatório, mas sim uma vida cristã autêntica.
O Catolicismo Evangélico Salomonita prega e procura vivenciar o Evangelho de Cristo de modo libertário, pois segundo João, capítulo 8 e versículo 31, Jesus disse ...       “Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade , e a verdade vos libertará. Todo o que comete pecado é escravo do pecado. O escravo não fica sempre na casa; o filho, sim, para sempre. Se, pois, o Filho de Deus vos libertar, verdadeiramente sereis livres”.
O Catolicismo Evangélico Salomonita considera que fomos alforriados por Cristo, não só do pecado, na vida pessoal, mas também na vida social, através da livre associação em Igrejas Autônomas em cada País ou Nação, pela noção de Maioridade Jurídica Nacional, Civil e Religiosa que possuímos, mantendo os elos da união cristã na Doutrina Evangélica que nos é própria, na Disciplina da Tradição Apostólica legítima e na colaboração das causas comuns na promoção da pessoa humana, no bem estar geral dos povos, na saúde do planeta que habitamos, através das  diferentes linhas de Ações Pastorais e Campanhas Nacionais e Internacionais.
A vida de um Ministro Cristão, de qualquer grau, não é fácil, pois exige renúncia ao mundanismo, às licenciosidades e paixões da carne e às estratégias dos inimigos do bem, da luz e da Graça de Deus. Em Mateus, capítulo 16, versículo 24, Jesus disse ...  “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz  e siga-me”.
Os que têm a vocação para a vida religiosa, vivendo sob regras de vida, vivenciando os votos denominados de “perfeição evangélica”, encontra as palavras de Jesus, segundo Mateus , capítulo 19, versículo 21, que diz ...  “Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me”.
Se você tem esta vocação para   ter  uma maior dedicação às obras cristãs, na construção de uma espiritualidade pessoal, de modo progressivo, centrada em Cristo, firmada na disciplina de um comportamento correto, de desapego dos bens terrenos, de compartilhamento de uma vida em comum com outros irmãos do mesmo ideal, em obediência  às legítimas lideranças, voltada para a construção do bem comum da humanidade, entre em contato com o Mosteiro  Compaixão Sagrada (Monastério Hierosèleos - felismarmanoel@gmail.com). É possível, caro irmão, ou cara irmã, unir-se  a nós, em obediência ao convite de Cristo, e  por em ordem a sua vida  espiritual, buscando a única senhoridade verdadeira para sua vida. Só há um Senhor legítimo, a quem fazemos a vassalagem: Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus, o único Chefe da Igreja Verdadeira. Não devemos ser súditos , ou vassalos de nenhum clérigo, por mais elevado que seja seu grau, papa, patriarca, arcebispo, bispo, padre, madre, pastor, pastora, ou outro qualquer título, pois somente Jesus Cristo é o Senhor, o único Chefe legitimo da Igreja Cristã. (Entretanto, é preciso entender que Igreja de Cristo significa clérigos  e crentes fiéis, ou seja congregação eclesial em consenso espiritual). Esses títulos traduzem apenas a responsabilidade de determinado clérigo para com sua comunidade, da qual ele se faz servidor em nome de Cristo. Qualquer outro que se  fizer como  chefe da Igreja, é embusteiro e usurpador.      Que o Bom Deus nos livre deles!
Caro irmão! Cara irmã! Venha juntar-se a nós na construção da Igreja de Cristo, no Catolicismo Evangélico Salomonita.
    Que o  bom Deus nos abençôe a todos
   Dom Felismar Manoel – Bispo Primaz
          felismarmanoel@gmail.com