quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O Anímico e o Espiritual





O ser humano é um componente do reino animal e não se pode negar esta realidade. Sendo um elemento desse reino, ele traz a herança do filo dos vertebrados em seus esquemas neuro-encefálicos, tendo tais traços como potenciais, na memória corporal filogenética e na programação biológica a ele fornecida pelo Autor da Vida. Além disso, o ser humano tem na sua história de vida, imbricada com os elementos socioculturais e ambientais experienciados, registros  que ficam armazenados na memória corporal ontogenética. Todos esses dados irão formar a sua memória corporal arcaica, presente nos escaninhos do seu inconsciente durante toda a sua  vida.
 O sistema neuro-encefálico do ser humano é formado de um bloco mais antigo, denominado de córtex reptiliano, contendo este a programação biológica  que subsidia as dinâmicas das  pulsões de vida e existência; além desse bloco, existe um outro menos antigo, denominado de córtex paleomamífero, contendo este os elementos que subsidiam as dinâmicas da vida emocional e afetiva; e ainda, bem mais recente, existe um bloco denominado neocórtex, que subsidiam a dinâmica da vida gregária e racional. Este bloco neuro-cortical é bastante ampliado nos seres humanos e subsidiam as dinâmicas da inteligência, do psiquismo e da espiritualidade.
Este conjunto orgânico referido compõe o sistema de adaptação dos animais ao seu meio, constituindo para os humanos em um verdadeiro mecanismo de autopoiese, permitindo que os elementos experienciais da sua história de vida, imbricados aos elementos significativos da sua socioculturalidade e do seu ambiente, construam a sua mente e o seu aparelho psíquico que se manifestarão de modo dinâmico como alma.
Os seres humanos nestas condições atingem a dimensão espiritual, mediante a conquista da sua capacidade de autorreflexão, do cultivo de ideais altruistas e de sentimentos nobres, tornando-se imagens e semelhanças do Criador. Entretanto, este complexo aparato psicorgânico do ser humano, poderá produzir fenômemos anímicos, reforçadores das ideologias grupais partilhadas culturalmente por ele, desviando-o da verdadeira espiritualidade proposta por Jesus Cristo em seu Santo Evangelho.
Existem diferentes fenômenos de natureza anímica, que nada tem a ver com a espiritualidade cristã, mas que podem  iludir o cristão, reforçando as ideologias  cultivadas por seus grupos, quando sua Igreja se horizontaliza doutrinariamente, nas crenças baseadas nas aspirações do mundo, nas aspirações do poder, nas aspirações dos prazeres da carne, da riqueza, da importância social, das facilidades da vida. As doutrinas das Igreja Cristãs necessitam se verticalizarem em direção a Cristo somente, baseando-se nas orientações do Evangelho como bússola para dissipar dúvidas, se um procedimento é compatível com as orientações do Espírito Santo.  Um crente cristão sensivel anímicamente, poderá produzir inúmeros fenômenos psíquicos influenciadores de sua vida e da vida dos demais crentes  e que nada tem a ver com a dinâmica do Espírito Santo direcionador da Igreja. É preciso ter em mente, que Deus respeita o livre arbítrio do ser humano, e é mediante as suas escolhas, como ser moral que é, que ele será recompensado. O caminho para se ter certeza se uma conduta, um comportamento, uma doutrina, uma crença, uma ideologia, procede da parte de Deus, é que ela esteja de acordo com o claro ensino do evangelho. Não é suficiente crer que Jesus Cristo é o Filho do Deus Vivo, pois isto até os demônios crêm, é necessário que tenha fidelidade aos ensinamentos de Jesus Cristo. Somente assim, estaremos uno com Ele, o Pai e o Espírito Santo, em santa comunhão, para merecer o derramamento do seu Santo Carisma através de um permanente pentecostes enriquecedor da Santa Igreja de Cristo.
Os fenômenos psíquicos verificados em nossas reuniões, sempre confirmadores das ideologias cultivadas por nossos grupos eclesiais, às vezes preocupados com fofocas das vidas alheias, são frutos do animismo psíquico, inerente a nossa condição humana, na maioria das vezes alienadores da verdadeira espiritualidade cristã e nada tem a ver com  o pentecoste  sagrado de Deus.
O irmão, ou a irmã, que é um sensitivo anímico, que experimenta sensações arrebatadoras nos encontros  religiosos, ore a Deus e estude o evangelho. Compare se os conteúdos de suas experiências se enquadram nos ensinamentos  do Cristo, ou se são posições confirmadoras de crenças alienadoras, ou até mesmo contrárias ao Evangelho Libertador do Cristo. O irmãos  poderão ser iludidos com experiências  espúrias de mediunidade, profetismo, iniciação, ou coisas semelhantes, iludindo a si mesmo e os irmãos por algúm tempo, primeiramente sentindo uma certa euforia confortadora, mas depois misturadas com momentos de encantamento e/ou frustações. Para colocar o seu animismo psíquico disponível para o Espírito Santo, é preciso qua a sua conversão seja verdadeira, integral, envolvendo a mente, as emoções, o psiquismo e o corpo, através da elaboração de um novo ser, uma nova creatura em Cristo. É preciso que as coisas  velhas já não mais existam, mas que o Cristo exista em você.
No caminho da verdadeira espiritualidade cristã, com fenômenos anímicos ou sem fenômenos anímicos, é necessário que a nossa conversão seja perene, se renove a cada dia, oremos a Deus, estudemos  o Evangelho  e busquemos a regeneração operada pelo Espírito Santo através das abundantes Graças disponibilizadas pela Salvação que há em Cristo, o Filho do Deus Vivo. A verdadeira espiritualidade cristã existe individualmente na vida  do crente fiel, é partilhada congregacionalmente na comunhão com Deus e os irmãos em Cristo e se exerce em apoio a denominação intitucional para o progresso das ações de Cristo no mundo.
     Que Deus nos abençôe  a todos!
           Dom Felismar  Manoel
 Catolicismo  Evangélico  Salomonita
      Visite o site: www.icai-ts.org.br

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A Árvore da Vida Eterna



  “”Porque brotará um rebento do tronco de Jessé, e das suas
      raizes um renovo frutificará. Repousará sobre ele o Espírito do Senhor,
      o espírito de sabedoria e de inteligência, o espírito de conselho e de
      fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor.””
                           Isaias 11:1 e 2 (Almeida Atualizada)


A Igreja Cristã é a Árvore da Vida Eterna, pois Jesus Cristo é o seu Tronco, os Apóstolos são seus galhos e Nós somos seus ramos, folhas e frutos.
É Jesus Cristo que nos doa a Seiva da Graça que nos mantém na Vida Eterna, desde aqui e agora. É através dos Apóstolos que recebemos  o Conhecimento do Evangelho Salvador de Jesus Cristo, os Dons   Eclesiais e os Sacramentos Sagrados, mediante a Sucessão Apostólica Histórica presente no Planeta Terra pelo Ministério dos Bispos, Pastores, Presbíteros, Diáconos, Ministros do Templo, Crentes Fiéis e todo o Povo de Deus enfim.
Por Jesus Cristo Deus Pai nos recebe como Filhos, e por Amor ao seu Cristo e a Nós,  nos Vivifica mediante o seu Santo Espírito, enquanto estivermos ligados ao Tronco da Árvore da Vida que é Jesus Cristo.
Temos o Livre Arbítrio para manter fidelidade à Palavra de Deus revelada por Jesus Cristo, através de nossas condutas e exemplos de vida, ou para nos afastar dela e seguir o mundo com suas fantasias,  ceder às paixões da carne com suas cobiças, ou atender aos apelos dos falsos profetas, falsos cristos, espíritos embusteiros, levianos, ou seguidores de satanás. Os que se mantiverem ligados ao Divino Tronco que é Jesus Cristo, terão a participação na Vida Eterna desde aqui e agora, já os que se distanciarem de Jesus Cristo, por falta de fidelidade aos seus ensinamentos, não terão a Vida da Graça, mas estarão apartados de Jesus Cristo, mesmo que frequentem a Igreja, e portanto, não farão parte do Povo de Deus que caminha para a Pátria Celestial, a Divina Jerusalém.
A Árvore da Vida Eterna, a Igreja de Jesus Cristo, purifica o ar ao seu redor tornando-o saudável, fornece sombra e conforto a todas as creaturas de Deus, ela alegra o seu ambiente com as suas flores e alimenta com seus frutos os seres de boa vontade. Nela  existe santidade,  paz, acolhimento, fraternidade, proteção e abrigo para todo o Povo de Deus.
Vamos traçar aqui um esquema dessa Árvore, seu Tronco, seus galhos, seus ramos, folhas, flores e frutos:

1 - O Tronco Divino é Jesus Cristo;
2 - Do Tronco Divino, Jesus Cristo, brotam Doze Galhos que são os              Apóstolos que organizaram as Primeiras Igrejas (Igrejas Mães), dos    quais derivam a Sucessão Apóstólica Ministerial;
3 - Dos Doze Galhos, os Apóstolos de Jesus Cristo, surgem os múltiplos ramos, que são as Igrejas Locais, sustentando as folhas, as flores e os frutos, que somos  nós os Eclesianos, Crentes Fiéis, enquanto Sal da Terra e Luz do Mundo, formando o Povo de Deus que caminha.
Assim temos:
*** Jesus Cristo, o Tronco Divino e Chefe da Igreja;
*** Patriarcados de Origem Apostólica (ainda existem cinco), dos quais derivam Igrejas Locais para várias partes do Planeta Terra;
*** Múltiplas Igrejas Locais (usando nomes diversos), testemunhando a Jesus Cristo e a sua Salvação mantenedora da Vida Eterna, espalhadas por várias regiões do Planeta Terra. São as seguintes:

I - Igreja Patriarcal de Constantinopla - Trabalho apostólico iniciado pelo Apóstolo André - Este Patriarcado tem liderança ecumênica com  comunhão eclesial junto aos cristãos católicos apostólicos ortodoxos de todo o mundo, mantendo sua linhagem de Sucessão Apostólica até os dias atuais, com várias Igreja Locais em diferentes partes do mundo;
II - Igreja Patriarcal de Alexandria - Trabalho apostólico iniciado por Marcos - Este Patriarcado utiliza também o  Título de Papa para seu titular, são católicos apostólicos ortodoxos , mantendo sua linhagem de Sucessão Apostólica até os nossos dias, com Igreja Locais espalhadas por várias regiões do planeta terra;
III - Igreja Patriarcal de Antióquia - Trabalho apostólico iniciado por Barnabé e Paulo, O Apóstolo Pedro foi seu Bispo, do ano 45 ao ano 53, indo depois para Roma.  Este Patriarcado  passou por várias situações de instabilidade  política e também algumas heresias, o que motivou o surgimento de alguns Patriarcados próprios, como o do Nestorianismo, Monofisismo, Monotelismo, Maronita, Caneasiana.  Os Cruzados (católicos romanos) em 29/06/1098,  invadiram Antióquia, depuzeram o Patriarca Ortodoxo e impuzeram um Patriarca Latino durante cem anos,  até  1268, quando  os árabes conquistaram a Antióquia e houve o retorno do Patriarca Ortodoxo, fugindo então os Patriarcas Latinos para Roma, mas mantendo seus títulos. Este Patriarcado pertence também ao catolicismo apostólico ortodoxo e mantém sua linhagem de Sucessão Apostólica até os dias de hoje, estando presente com Igrejas Locais em múltiplas regiões do mundo moderno;
IV - Igreja Patriarcal de Jerusalém - Trabalho apostólico sob a direção de Tiago (Jacob) - A Igreja de Jerusalém  constituia uma pequena diocese sujeita ao bispo de Cesaréia, do Patriarcado de Antióquia, até o ano 45. Sua autonomia  aconteceu no ano 451, quando o IV Concílio Ecumênico lhe outorgou a independência total com o título de Patriarca ao seu Arcebispo Juvinélio. Este Patriarcado também pertence ao sistema católico apostólico ortodoxo, mantendo sua linhagem de Sucessão Apostólica até nossos dias, estando presente com Igrejas Locais em várias regiões da terra;
V - Igreja Patriarcal de Roma - Trabalho discipular iniciado pelos cristãos dispersos que foi pastoreado por Paulo e também por Pedro, segundo a tradição, a partir do ano 53.  Esta Igreja sofreu muita perseguição por parte dos Imperadores de Roma, tendo muitos cristãos sendo martirizados aí em favor da fé. Durante as perseguições esta Igreja viveu nas catacumbas de Roma, um período de forte poder espiritual, deixando se influenciar depois, pela política dos Imperadores, após a decretação da paz. Esta Igreja separou-se da comunhão com os católicos apostólicos ortodoxos em 1054, com claras idéias de hegemonia sobre o mundo cristão. Ao longo da história esta Igreja transformou-se em um Estado Político (Vaticano), sendo o seu Patriarca (Papa) o Governante deste Estado, mantendo Embaixadores (Núncios) em diferentes paises, e na sua política de hegemonia sobre o mundo cristão, adotou o perfil de uma Empresa Multinacional, mantendo seus representantes (Cardeais) nas várias regiões onde atua. Houve uma época em que patrocinou muitas atividades diabólicas em nome de Deus, como as Cruzadas, o Silabus,  a Inquisição, o Ultramontanismo, desviando-se claramente do espírito do Evangelho do Cristo. Continua com pretenções de ser a única Igreja verdadeira, embora alimentando claras posições anti-evangélicas ainda nos dias de hoje, como a proibição de casamento para os padres e madres, a afirmação de  que o papa é o substituto <vigário> de Cristo na terra,  a afirmação de que o papa nunca erra em questões religiosas, o incentivo e cultivo do culto das imagens <poibida nos mandamentos da Lei de Deus, conforme a bíblia>, a alimentação  e cultivo das doutrinas de espíritos que se manifestam para os videntes como se fossem a mãe de Jesus, com idéis  contrárias à s orientações do Evangelho de Jesus.  Houve época em que usava como símbolo uma Tiara com Tríplice Coroas, como Imperador  Mundial, sobre a Igreja, sobre os Povos e sobre os Governantes (ultramontanismo).
Esta Igreja mantém uma Sucessão Apostólica Histórica genuína, mas com manchas em sua legítimidade, pois houve época em que houve três Papas ao mesmo tempo, um em Avinhão, na França, e dois na Itália, todos se afirmavam verdadeiros e se excomungavam mutuamente. Apesar disto, como Deus escreve certo em linhas tortas, esta Igreja Patriarcal é responsável pela expansão da pregação do Evangelho de Cristo no Ocidente, dela derivando diversos ramos de Igrejas Locais com fiel testemunho cristão, como as Igrejas de Confissão Luterana e as diferentes Igrejas Evangélicas atuais, as Igrejas Católicas Apostólicas Livres em diferentes paises, como nas Filipinas, na França, na Inglaterra, na Holanda, em Portugal e no Brasil com a Igreja Católica Apostólica Livre no Brasil, a Igreja Católica Apostólica Brasileira, a Ordem de Santo André, a Igreja Católica Apostólica Independente no Brasil e a nossa tão querida Igreja Católica Apostólica Independente de Tradição Salomoniana. Nós somos os ramos que devemos estar unidos ao Tronco Jesus Cristo,  pois somente Ele é capaz de nos fornecer a Seiva da Graça, para o desempenho de nossas tarefas como folhas, flores e frutos. É preciso que lembremos sempre ser do Tronco  que nos vém a Graça, o Poder, a Salvação, a doutrina. Apenas derivar  da linhagem dos galhos históricos não é suficiente, nem confirma a autenticidade da Igreja de Cristo. Procuremos ser a Igreja de Cristo! Convertamo-nos a Ele a cada dia de nossas vidas! Saiamos dos erros históricos e cultivemos a Boa Nova de Salvação, conforme contextualizada no Evangelho de Jesus Cristo.
   Que Deus nos abençôe  a todos!
       Dom Felismar  Manoel
 Catolicismo  Evangélico  Salomonita
   Visite o site: www.icai-ts.org.br
          



quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Os Pregadores e o Evangelho de Jesus Cristo


Nos dias atuais fala-se muito em  "evangelização", e esta palavra sendo procedente de um religioso dito cristão, pensa-se na evangelização cristã, função missionária dos componentes da Igreja Cristã, em razão de sermos todos participantes do Sacerdócio Universal dos Crentes Fiéis em Cristo.
Os pregadores são diversos, bispos, pastores, padres, diáconos, ministros diversos, freis, freiras, irmãos, irmãs, e outras variações modernas. Utilizam púlpitos, portais, sites, blogs, redes sociais diversas, web-radios, tevês e toda uma parafernália tornada possível pelos modernos meios de comunicação.
 Sabe-se que a evangelização, classicamente, vale-se da dinâmica comunicacional da querigmática, ao anunciar as verdades do Reino de Deus reveladas pelo Arauto Divino; utiliza-se da didática, para adequar a mensagem do evangelho ao nível de entendimento dos ouvintes; e sustenta-se na martiria, para vivenciar as práticas do ensino cristão na própria vida pessoal, através de exemplos de condutas edificadoras, como sal da terra e como luz do mundo.
Modernamente participa-se de  liturgias comoventes, verdadeiras obras primas das artes cênicas,  onde na maioria das vezes não há lugar para o anúncio do evangelho canônico de forma direta, valendo-se de textos afirmadores de ideologias de grupos, ávidos  para manter as suas hegemonias sobre outros;    ouve-se sermões eloquentes, justificadores de diferentes "teologias" criadas para subsidiar estrategias eclesiásticas, vinculadas à alimentação da dependência  popular a uma matriz milagreira, onde o singelo evangelho libertador do Cristo é substituído pelas idéias condicionadoras de uma massa parasita, que busca na Igreja a moeda de troca para o enriquecimento pessoal;   usa-se das mídias e dos modernos meios de comunicação  dizendo-se evangelizadores, mas divulgando na verdade o culto da personalidade  de seus autores, através de meias-verdades bíblicas, descontextualizadas da centragem realizadas em Cristo e propostas por Ele como  Boa Nova Libertadora;  apresenta-se como ministros do louvor por esse Brasil continente, mas na verdade o que se faz é idolatrar o artista, dilapidar os verdadeiros repertórios da música evangélica-cristã, nascidas de um testemunho de conduta pessoal na prática cristã evangélica, ou na interpretação legítima dos textos bíblicos em uma visão soterológica;  distribui-se panfletos junto às massas em nome da evangelização, como se fora evangelização, mas na maioria das vezes,  o que se faz é intimidar as pessoas com textos foras do seu contexto, tornando mais pesadas as suas vidas, e não empoderando-as para a verdadeira busca da possivel salvação que há em  Jesus Cristo, o Filho de Deus;   vive-se hoje com uma pleiade de  pregadores que se afirmam fazendo evangelização, mas o que anunciam são textos secundários ou terciários que falam do evangelho, viciados pelo contexto aos quais se vinculavam no passado, para povos e culturas com costumes e ideologias  defensoras de outros predicados, contraditórios em si mesmos e contrários aos valores presentes nos textos dos evangelhos canônicos, aceitos pelas diversas Famílias Espirituais que compôem a Igreja de Cristo.
Mas nem tudo está perdido meu irmão. Pois os textos dos Evangelhos Canônicos estão disponíveis para nós. Existem muitos irmãos que se esforçam verdadeiramente para colocar as Sagradas Escrituras nas mãos do maior número de pessoas, e ei-la portanto ao alcance de todos nós. Nelas, as Sagradas Escrituras, o  Núcleo Central é o Evangelho de Jesus Cristo. Lá, ele se apresenta em quatro versões, a de Mateus, a de Marcos, a de Lucas e a de João. Evangelizar no cristianismo é centrar nossa pragmática da pregação nestes textos primários. Sabemos que Jesus Cristo não escreveu nenhum livro, mas Ele  durante o seu  Ministério Público, por três anos, escolheu apóstolos e discípulos com os quais conviveu, ensinou e partilhou o ensinamento da prática ministerial. Após sua morte, ressurreição e ascensão, seus discípulos tornaram seus  Epígonos (o discipulo que divulga a doutrina do Mestre) e escreveram os textos  contendo os seus ensinamentos principais.
Se você meu irmão é membro da Igreja Cristã, você participa do Sacerdócio Universal dos Crentes, pois somos membros do Corpo Místico de Cristo, logo participamos do seu Sacerdócio, sendo o nosso dever cumprir a Função Missionária da Igreja de Cristo, pela pregação do seu Evangelho, quer querigmaticamente, quer didaticamente em nossas conversas pessoais, quer martirialmente pela nossa conduta como outros Cristos no mundo, sendo o sal da terra, ou sendo  a luz do mundo.
Se você é um eclesiano cristão e pregador, não deve anunciar outra verdade diversa da Boa Nova do Cristo de Deus. Jesus Cristo quando nos comissionou para a função missionária, Ele foi enfático ao dizer, "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura. Quem tiver fidelidade e for batizado, será salvo, mas quem não tiver fidelidade será condenado". O ordenamento de Jesus Cristo para nós é pregar o seu evangelho. Embora  Ele tenha afirmado que a Lei de Moisés, os Profetas e os Salmos falam sobre Ele e os seus dias, podendo ser estudado e ensinado, a dinâmica da pregação deve ser baseada no seu Santo Evangelho.
O Evangelho de Jesus Cristo é a bitola que nos orienta nas questões de fé, de disciplina, de conduta. É o Santo Evangelho que tem a força libertadora, pois é ele que contém as Palavras da Vida Eterna.  Sabemos que Cristo, antes de sua encarnação em Jesus, presidiu a criação da terra para ser o cenário de nossa história de desenvolvimento, até chegarmos à condição de seres morais, com condições de fazermos escolhas entre o bem e o  mal, para desde então e até a época atual, podermos fazer a escolha, a aceitação de Cristo, seu Evangelho e sua Salvação. Para isto é necessário que haja pregadores que anunciem o seu evangelho de salvação.
Irmãos  Pregadores! Anunciem o autêntico e genuíno Evangelho de Cristo! Não desviem suas pregações na busca do reconhecimento da eloquência acadêmica, da admiração pessoal, das suas ideologias pessoais ou grupais, mas seja fiel ao Chefe da Igreja, Jesus Cristo o Filho de Deus e faça a Verdadeira Evangelização, anunciando o único Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, o único através do qual obtemos Vida Plena e Salvação Eterna desde aqui e agora.
    
  Que Deus nos abençôe  a todos!
       Dom Felismar  Manoel
 Catolicismo  Evangélico  Salomonita
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quarta-feira, 27 de julho de 2011

– Linhas de Espiritualidades Próprias do Catolicismo Evangélico Salomonita

Dom Felismar Manoel - Bispo Primaz





O Catolicismo Evangélico Salomonita inicia-se no Brasil fundamentado em uma espiritualidade de base bíblica, elaborada pelo Reverendo Salomão Ferraz em 1902. Em torno dela ao longo do tempo se ajustaram algumas devoções particulares, de diferentes células que se organizavam na Igreja Local.
 A Igreja Local é o centro dinamizador do Catolicismo Evangélico Salomonita, que reune os crentes fiéis em Comunidades, tendo à frente um Presbítero  substituíndo o Bispo da Região, auxiliado pelo Corpo de Diáconos, os Ministros do Templo e os Membros da Congregação, que podem estar organizada em diferentes células, com manifestação de diferentes carismas, devoções e espiritualidades especiais, assumindo todas a função missionária da igreja, no Sacerdócio Universal dos Crentes em Cristo.
No Catolicismo Evangélico Salomonita não se cogita de um poder episcopal de caráter pessoal, colado a uma pessoa, superior aos demais componentes da Igreja; a Chefia Suprema da mesma é Jesus Cristo, manifestada pela ação do Espírito Santo que a dirige. Os Bispos buscam o consenso entre seus pares para as questões controversas e se constituem, juntamente com todos os demais Clérigos e os crentes fièis, em  Comissários de Cristo, para a construção do Reino de Deus na terra, conscientes que  todos são membros do seu Corpo Místico, e em consequência, participantes do Único e Legítimo Sacerdócio  Universal entre Deus e o povo, o de Jesus Cristo Filho do Deus Vivo. A função do Clero e dos Ministros ou Ministras do Templo, é serem servidores da Comunidade do Povo de Deus.
O Sacerdócio Cristão se insere no Sacerdócio de Melquisedeque, e neste só há um Sumo Sacerdote, Jesus Cristo, que o exerce no céu, como Advogado de Todos Nós junto a Deus. Aleluia!
Estas Células se organizam em nossas Igrejas Locais, desenvolvendo suas atividades espirituais durante a semana, e aos domingos se encontram todos na Mesa da Santa Ceia no Templo, para celebrar o Amor entre os  irmãos  e a Santa Comunhão entre Deus e o seu Povo, reunidos no Amor de Cristo.
Assim, os Presbíteros  que exercem funções  Pastorais, devem  estimular nos crentes fiéis das comunidades, o engajamento nas devoções centralizadas em Cristo e que sejam através de experiências progressivas, através de escalonamento, passando pelos estágios de Postulantes, Aspirantes e Professos. Como todos os batizados participam do Sacerdócio Universal de Cristo, que aponta o Livre Acesso a Deus por meio de Jesus Cristo, todos podem usar a Comenda Sacerdotal sobre as vestes nos encontros solenes e nas celebrações litúrgicas.
 Denomina-se por  Comenda Sacerdotal, uma estola um pouco mais estreita, com três cruzes de braços iguais, duas nas pontas e uma no centro, simbolizando o equilibrio que deve ser buscado e cultivado por todos aqueles que estão no mundo sem ser do mundo, tanto no plano físico, como no plano  mental e no plano emocional. Trata-se de uma estola fechada, pois têm suas duas pontas aderidas uma na outra, para alertar que esse Ministério se faz em união com a Igreja Congregacional. Significa que todo batizado participa do Sacerdócio Universal de Cristo como Membro do seu Corpo Místico, cuja função é apontar o livre acesso a Deus por meio de Jesus Cristo, a Única Ponte legítima entre Deus e os Humanos. Foi dessa  Comenda Sacerdotal que derivaram os usos das  “fitas” nas irmandades religiosas.
O Catolicismo Salomonita possui ricas linhas de espiritualidades que podem ser desenvolvidas nas comunidades, como células, para envolver o senso devocional das pessoas, principalmente as pessoas mais simples;  o livro de Liturgia Devocional, publicado em 1934, é bastante  rico  e fornece subsídios para a atuação dessas linhas de espiritualidades,   podendo as mesmas  serem  iniciadas pela facilidade e singeleza de seu espírito apostólico. Como segue:
1 - Confraria Salomonita – trata-se de uma linha de espiritualidade posta em prática pelo Venerável Bispo Salomão Ferraz desde 1902. Pode fazer parte desta confraria homens e mulheres que adotam a Declaração de Princípios de Salomão Ferraz para orientar as suas vidas no dia-a-dia. Trata-se de uma devoção cristã centrada na Bíblia, com ênfase no Evangelho de Jesus. Poderá ser organizada em  cada paróquia, ou nos núcleos comunitários, com reuniões dos Confrades duas vezes por semana, durante a semana para estudo bíblico e temas de interesse da Confraria e aos domingos no culto oficial da paróquia. Aos Primeiros Domingos do Mês durante a Missa há a Solene Cerimônia da Comunhão dos Santos, onde todos devem trazer sua Comenda Sacerdotal na côr roxa sobre as vestes (símbolo da plenitude das  virtudes cristãs  que os humanos  devem  buscar).
 2  - Confraria de Santo André e Felipe – Trata-se de uma devoção a Jesus Cristo, centrada no seu Evangelho Libertador, exercida por homens e mulheres, inspirada nos trabalhos dos apóstolos André e Felipe, cujos confrades mantém um encontro durante a semana na casa de algum membro da comunidade que  deseja recebê-los, para estudar o evangelho e por em prática algumas das obras benemerentes recomendadas por Jesus Cristo, socorrendo as pessoas em suas necessidades, e participam aos domingos do culto oficial da paróquia. A Confraria de André e Felipe tem a preocupação de levar as pessoas a conhecerem a Cristo como salvador e de promover a pessoa humana. Aos Primeiros Domingos do Mês participam da Solene Comunhão dos Santos portando a sua Comenda Sacerdotal na côr amarela sobre as vestes (símbolo dos melhores atributos existentes nos seres humanos, que devem ser buscados).
3 -  Legião de Cristo Rei – Trata-se de uma devoção a Jesus Cristo centrada no propósito de promover na terra as obras do Abençoado Reino de Deus cuja efetivação foi consumada pelo próprio Cristo nas aras da cruz, antes da sua morte. Trabalha-se no sentido de implantar as obras referidas nas bem-aventuranças reveladas por Jesus Cristo. Os Legionários de Cristo Rei dedicam um dia durante  a semana nas atividades de estudos, reflexão e benemerência e participam aos domingos no culto oficial da paróquia. Aos primeiros domingos participam da Solene Comunhão dos Santos ostentando a sua Comenda Sacerdotal na côr branca sobre as vestes (símbolo da síntese de todas as qualidades boas existentes no homem Jesus, que podem ser imitadas por todos).
4 -  Congregação do Espírito Santo – Trata-se de um movimento dos jovens centrados na busca da orientação do Espírito Santo para orientar as suas vidas e a vida da Igreja, no sentido de encontrar novas formas de testemunho da fé cristã no mundo, ou de sustentar antigas e ainda válidas formas de testemunho cristão. Os Congregados do Espírito Santo se reunem uma vez durante a semana para refletir sobre o Evangelho de Jesus Cristo, orar e louvar a Deus e buscar orientação do Espírito Santo para dirigir as suas vidas, a vida da Igreja, a vida das famílias e a vida social. Aos domingos participam do culto oficial da paróquia e aos Primeiros Domingos do Mês participam da Solene Comunhão dos Santos ostentando a sua Comenda Sacerdotal na côr verde sobre as vestes (símbolo da esperança de um mundo melhor orientado pelo Espírito Santo, que deve ser alimentada e sustentada).
5 -  Congregação das Famílias com Maria – Trata-se de um movimento das famílias  com  Maria junto a Jesus. Geralmente as famílias se reunem aos sábados para fazer estudos e reflexão sobre o evangelho de Jesus, recitam o Oficio da Virgem Maria e buscam soluções para problemas familiares. Essas reuniões podem ser nas residências de alguma família,  nos clubes das comunidades, nos salões ou no templo da paróquia. Aos domingos participam do culto oficial da paróquia e aos Primeiros Domingos do mês participam da Solene Comunhão dos Santos ostentando a sua Comenda Sacerdotal na côr azul celeste sobre as vestes (símbolo da serenidade, diálogo e compreensão que se requer na vida em família).
6 -  Congregação do Sagrado Coração de Jesus – Trata-se de um movimento de pessoas que desejam orar, fazer preces, correntes de orações e intercessões a favor das diferentes causas que afligem a humanidade, ou pessoas  necessitadas, dirigidas à Deus por mediação de Jesus Cristo. Os Congregados do Coração de Jesus se reunem durante a semana, geralmente às sextas-feiras para refletir sobre o evangelho de Jesus e orar pelas diferentes intenções que constam da sua pasta de intençoes. Aos domingos todos participam do culto oficial da paróquia e aos Primeiros Domingos do Mês participam da Solene Comunhão dos Santos, ostentando a sua Comenda Sacerdotal na côr vermelha  sobre as vestes (símbolo do intenso amor do sagrado coração de Jesus por todas as criaturas, que deve ser imitado).
A Solene Comunhão dos Santos é a declaração e juramento coletivo do Credo Social do Catolicismo Evangélico Salomonita, proposta no Ritual Brasiliense, para que ocorra em dias especiais e nos primeiros domingos do mês, durante a celebração da Santa Missa.
Assim os Presbíteros Pastores, devem formar e conduzir a dinâmica devocional dos Eclesianos no sentido  de uma autêntica consciência cristã, de modo progressivo, crescente, responsável, sem heresias, sem o cultivo de idéias pagãs. Deve direcionar a devoção popular de acordo com as ideologias do Catolicismo Evangélico Salomonita, divulgá-las, honrá-las com a sua presença sempre que possível.      
As Células formadas por essas diversas irmandades são lideradas pelos seus Zeladores, ou Zeladoras, escolhidos, ou escolhidas  entre os membros componentes, com o apoio pastoral dos Presbíteros, podendo também terem  os seus Vogais.
     Que Deus nos abençôe  a todos!
           Dom Felismar  Manoel
  Catolicismo  Evangélico  Salomonita
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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Carta ao Povo de Deus (B1)


 Caríssimos irmãos em Cristo!  Graça e paz da parte de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amado Filho de Deus, que nos irmanou  em seu Corpo Místico, nos perfilando como  filhos do Deus Eterno, participando da Vida Verdadeira que não tem fim, desde aqui e agora, até toda a eternidade, tornando-nos herdeiros do Céus Bem Aventurados, em Comunhão com todos os Santos, nesta  fase transitória e no futuro da continuidade da vida. A Ele, Honra, Adoração e Glórias e a nós Eterna Salvação.!
Vivemos o tempo de manifestar para o mundo a nossa Igreja Interna, aquela que é construida em nós pelo próprio Cristo, mediante o reconhecimento de ser Ele o Filho de Deus e a fidelidade a nossa fé professada, resultante dos seus ensinamentos, conforme está escrito no Novo Testamento, onde encontramos as provas da única Tradição  Apostólica legítima. As demais coisas são superfluas, em matéria de fé.
Vivemos o tempo da Martiria, palavra grega usada no cristianismo para expressar a idéia de testemunho. Jesus Cristo nos Evangelhos, ao convocar, empoderar e enviar seus Apóstolos e Discípulos, Ele disse que nós seríamos suas Testemunhas, não só em Jerusalém, mas em todos os confins do planeta terra. Isto significa que devemos testemunhar a Cristo com a nossa conduta ostensiva, pois Cristo salva o pecador na condição de pecado em que ele se encontrar, desde que ele se converta, aceite e ponha em prática a fé que por sagrada herança recebeu. É por isso que Jesus Cristo em seu Evangelho diz que nós cristãos devemos ser o sal da terra e ser também a luz do mundo. Sabemos da importância do sal para conservar, para não deixar estragar os alimentos. Assim também deve ser nossa conduta, nos meios familiar, social e público, deve ser de tal maneira virtuosa, que não permita a degeneração dos bons costumes a nossa volta; igualmente sabemos a importância da luz para afastar a escuridão, para clarear os ambientes e permitir que vejamos com clareza as realidades circundantes. Assim também deve ser nossa conduta, com tal certeza no acerto das  ações ostentadas e nos esclarecimentos das verdades cridas, praticadas, ensinadas, que convençam as pessoas do nosso entorno,  e que tenham a eloquência capaz de convencer o mundo do seu pecado.
É durante o tempo da Martiria  que seguiremos como Missionários nas várias circunstâncias da vida humana, tanto a nivel individual, como social. Não  que sejamos Missionários somente nesta época, já que somos Missionários de Cristo sempre, pois participamos  do seu Sacerdócio Universal  como crentes fiéis que somos, enquanto membros  do Seu Corpo Místico. Neste período, porém, nós treinamos mais precisamente a nossa consciência para esta ação devida. Além de treinarmos a nossa função missionária, treinamos também a nossa consciência para o desempenho  da tarefa de ter Compaixão por todas as Criaturas de Deus que existem no planeta terra. O cristão consciente  tem de assumir a sua função de Mordomo da Casa da Humanidade,  constituída pelo planeta terra,  e faz parte desta função, a sensibilidade para perceber a importante colaboração interativa de todas as criaturas de Deus que vivem no planeta terra, passando pelos minerais, os vegetais, os animais, os humanos, o ambiente, o clima, o espaço sideral, e tudo enfim. As condições de habitabilidade do planeta para o retorno do Cristo e a instalação do seu Reino Milenar para a convivência com os eleitos, depende da ação dos cristãos que aqui vivem, enquanto Jesus Cristo está nos Céus, exercendo o Sumo Sacerdócio segundo a Ordem de Melquisedeque, como nosso Advogado junto a Deus. Precisamos urgentemente assumir a nossa responsabilidade pelo bom funcionamento da ordem estabelecida por Deus, sem a adulterarmos em proveito próprio, ignorando os danos que nossa conduta causará às condições para a  manutenção da vida no planeta.
      Que Deus nos abençôe  a todos!
         Dom Felismar  Manoel
  Catolicismo  Evangélico  Salomonita
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quarta-feira, 13 de julho de 2011

1983 Anos da Igreja Cristã Apostólica



No domingo 12 de junho do ano em curso, ao comemorar o Pentecostes,  comemoramos também o 1983º aniversário da Igreja Cristã Apostólica. Nesse mesmo domingo, comemorou-se o derramamento dos carismas divinos sobre os 120 discípulos de Cristo, que estiveram reunidos por nove dias, no cenáculo em Jerusalém, meditando e orando a espera do revestimento do poder prometido pelo Cristo de Deus. Esperaram e oraram durante essa novena de dias, tímidos, medrosos provavelmente, mas confiantes na promessa; mas no décimo dia o prometido por Cristo se cumpriu e o Santo Paracleto se fez presente, enchendo toda a casa. Houve nesse dia, para esses 120 irmãos, o batismo no Espírito Santo e através dele a verdadeira  comunhão com o Cristo Carismático, realizando assim, a verdade afirmada no Monumento Sacramental da Santa Ceia. A plena sintonicidade entre os crentes e nosso Cristo Salvador, e eis que já não são mais tímidos, vacilantes e indecisos. Passam a testemunhar o Cristo de Deus e anunciar a salvação em seu nome. Dessa dinâmica três mil almas se convertem e são batizadas, e eis ai o surgimento da Igreja Cristã Apostólica, que a partir de então se irradiará por todas as regiões do planeta terra, chegando até nós em nossos dias atuais, no aqui e agora, de nossas vidas. Demos Graças a Deus por isso!
No Hemerológio Cristão (calendário para as comemorações) do Catolicismo Evangélico Salomonita, em 19 de junho, que foi o domingo seguinte, comemorou-se a Santíssima Trindade, verdade fundamental que une na mesma fé diversas denominações cristãs, e em 26 de junho, o domingo da sequência, dedicou-se às reflexões sobre o corpo de luz crística, ou Corpo Crístico, que deve ser a realidade  e o compromisso dos cristãos no mundo, em obediência ao ordenamento de Jesus Cristo, de sermos o sal da terra e a luz do mundo, pela prática do Evangelho em nossas vidas. Jesus nos faz advertência de que, se somos cristãos a nossa luz deve brilhar e iluminar a todos os que nos cercam.
Após o domingo do corpo crístico, entramos no Ciclo Missionário, quando cada eclesiano deve se esforçar para as tarefas missionárias.
Existe uma tendência natural do ser humano de preocupar-se com a vida do próximo, e geralmente a nossa dinâmica missionária se volta para a vida do outro,  esquecendo muitas das vezes de nos dedicarmos sobre a vigilância de nós mesmos. Por isso, o Hemerológio prescreve  alvos missionários em diferentes dimensões da vida dos eclesianos:
No domingo três de julho, o alvo foi ser missionário na dimensão de nossa vida pessoal.  Utilizamos as lições da I Carta de João, para o esforço da melhora de nós mesmos, à luz das suas ponderações e advertências, para que busquemos a nossa reforma íntima, pessoal, ansiando pela comunhão com Deus;
No domingo dez de julho, o alvo foi ser missionário na dimensão da vida de nossa íntima companhia, seja namorado/a, esposo/a, companheiro/a, amigo/a, ou o que for assemelhado.  O texto bíblico que utilizamos para essa orientação de nossa dinâmica missionária, voltado para as pessoas de nossa intimidade, foi o capítulo seis da Carta de Paulo aos Gálatas, nos orientando sobre o auxílio mútuo e a responsabilidade pessoal, a conscientização de que aquilo que nós semearmos, é o que certamente iremos colher e nos encorajando a andarmos de conformidade com os preceitos divinos, não nos envergonhando da cruz de Cristo;
No próximo domingo, 17 de julho, o alvo missionário será nós sermos missionários na dimensão da vida familiar. Quando se pensa em familia, inclui-se  o casamento, os esposos, os filhos e os parentes  mais próximos. Para a reflexão nessa temática, além das orientações evangélicas de um modo geral, vamos nos valer das orientaçõs da I Carta de Paulo aos Coríntios no capítulo sete.
O Ciclo Missionário no Hemerológio Cristão consta de doze semanas, indo até  18 de setembro, quando então iniciará o Ciclo da Compaixão pelas criaturas de Deus.
A cada semana nos dedicaremos a um esforço temático nesta  construção consciente do nosso self espiritual almejado, através da  reelaboração do nosso ser, em busca da reforma íntima, usando como modelo exemplar Jesus Cristo, como escola o seu evangelho, como meio eficiente a graça de Deus, como mecanismo a nosso alcance, a fé em Jesus Cristo Filho de Deus e no seu plano de salvação. Não é suficiente só o crer que Jesus Cristo é o Filho de Deus, pois isto até os demônios sabem. É necessário ter fidelidade aos ensinos do Evangelho de Jesus Cristo, aceitando-o como suficiente salvador.
      Que Deus nos abençôe  a todos!
        Dom Felismar  Manoel
 Catolicismo  Evangélico  Salomonita
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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Credo Social do Catolicismo Evangélico Salomonita


O Catolicismo Evangélico Salomonita, desde seus primeiros movimentos organizados no Brasil, teve uma preocupação muito clara sobre a convivência cristã ecumênica  e sobre a formação da consciência social de nossa  "maioridade" nacional, política e religiosa, que deveriam ser características básicas dos verdadeiros cristãos de qualquer denominação religiosa, cônscios de sua cidadania brasileira, esta como qualquer outra cidadania, símbolo da verdadeira cidadania da Jerusalem Celeste, que é aspiração comum dos discípulos do Meigo Rabi da Galiléia.  
Na Declaração de Princípios de 1902, quando o Reverendo Salomão Ferraz elaborou  regras orientadoras para um comportamento adequado, tanto para si  quanto para seus irmãos eclesianos, colaboravam essas regras para uma participação  edificante  do Povo de Deus na sociedade na qual se inserisse;  =====> assim também  nas ações iniciais da Irmandade de Santo André em 1917,  que propunham convivência harmoniosa entre os crentes e  empenho,  para que além dessa convivência,  construissem uma comunidade  de serviço na construção de um mundo melhor, pela prática do evangelho e pelas luzes do saber que deveriam divulgar;  =====> evoluindo nos Estatutos da Ordem de Santo André em 1928,  incentivava a convivência ecumênica cristã e a instrução e educação das massas,  além das obras de benemerência; =====> em 1936, quando o movimento católico salomonita  ganhou a Autonomia  Eclesial no Brasil, as  igreja locais tinham  como dever estatutário, além dos aspectos eclesiais comuns às igrejas,  a tarefa de desenvolver ações baseadas em seu credo social, visando uma sociedade melhor sob o prisma do evangelho de Cristo; =====> as constituições eclesiais que surgiram em 1965 e suas reformas posteriores, perderam de vista uma definição do Credo Social, muito embora não o tenha refutado, mas ele permanecia como peça decorativa, ou um ítem incômodo do Ritual Brasiliense, permanecendo assim até 2010, por ocasião de nosso movimento restaurador do Catolicismo Evangélico Salomonita, quando voltamos a reproduzir como nossas finalidades constitucionais, aquelas  mesmas que foram definidas na primeira constituição da Igreja Católica Livre. =====> Hoje as  Normas Constitucionais da Igreja Católica Apostólica Independente de Tradição Salomoniana - ICAI-TS,  em seu artigo segundo, onde descreve suas finalidades, consagra três  ítens que repercutem as preocupações de seu credo social, pois  aponta como tarefa    "incentivar a instrução e educação das massas;  preparar o povo para o legítimo exercício da liberdade e cidadania,  em uma democracia que deve ser baseada no espírito do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo;      promover  a fraternidade cristã e a solidariedade entre os humanos, para a construção  da paz, do bem e da plena manifestação da vida no  planeta terra".
O nosso Credo Social, de modo formal, está exposto no Ritual Brasiliense, na Liturgia da Santa Missa, o qual deve ser jurado pelas comunidades eclesiais (em 30 de novembro) na Comemoração de Santo André Apóstolo - Dia Nacional da Profissão de Fé e Renovação de Compromissos -, nas Profissões de Fé extemporâneas e na Formulação de Votos Religiosos.
O compromisso com o Credo Social é formulado durante a  Santa Missa, antes da Sagrada Comunhão, perante a maior Autoridade Clerical que estiver presente no Oficio Religioso.  Como segue:
Renovemos, irmãos, o juramento de nossa lealdade ao Senhor, ao seu Império e a obra da universal restauração de tudo em Cristo.
Crentes em Nosso Senhor Jesus Cristo, e aqui perante a sua Santa Mesa, à vista de Deus, o Eterno Pai, e da Bem-Aventurada Santa Maria, dos Anjos e de Todos os Santos; em comunhão com a Igreja Universal, no passado, no presente, e no futuro, visível e invisível; Sentímo-nos honrados e felizes em tão gloriosa companhia: e mais uma vez nos declaramos solidários com Cristo, o Rei Supremo, na obra da redenção universal - no íntimo das almas e na vida social dos seres humanos.
E para este efeito reconhecemos:
* Que Deus é o Pai comum de toda a humanidade;
* Que todos os humanos são irmãos, sem nenhum impecílho de raça, de nacionalidade, de classe, de gênero, de identidade e de credo;
*  Que os mais pequeninos e humildes membros da família humana são os que merecem maior cuidado e solicitude de seus irmãos:  para que....   não lhes falte o trabalho honroso, o pão, o abrigo o agasalho, e tudo que impõe  ao respeito a pessoa humana, com as luzes do saber e a flama da fé que leva os seres humanos à Deus, a fonte suprema da luz, do amor e de todo o bem.
E faremos tudo o que estiver em nós para que o mal seja banido do mundo, e as bençãos da vida, temporais e espirituais, sejam partilhadas por todos os seres humanos na face da terra, que por ser a morada da humanidade encarnada e das outras criaturas de Deus que conosco compartilham o fenômeno da vida, deverá receber de nós o empenho para que haja nela a plenitude de saúde e vida.
Assim o cumpriremos, na força do Senhor, com todos quantos confessam o seu nome, e que também participam, como nós aqui, do Pão da Vida, no banquete de Deus. Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.
     Que Deus nos abençôe  a todos!
             Dom Felismar  Manoel
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